HORA DO CONTO – CHAPEUZINHO AMARELO

O Livro é de autoria do Chico Buarque, que foi lindamente ilustrado pelo Ziraldo. Gostaria de saber mexer com essas coisas de computador pra criar umas imagens legais, mas vou ficar devendo. Foi feito pras crianças, mas o adultos entendem muito bem.

Então, era uma vez…

“Era a Chapeuzinho Amarelo.
Amarelada de medo.
Tinha medo de tudo, aquela Chapeuzinho.
Já não ria.
Em festa, não aparecia.
Não subia escada, nem descia.
Não estava resfriada, mas tossia.
Ouvia conto de fada, e estremecia.
Não brincava mais de nada, nem de amarelinha.

Tinha medo de trovão.
Minhoca, pra ela, era cobra.
E nunca apanhava sol, porque tinha medo da sombra.
Não ia pra fora pra não se sujar.
Não tomava sopa pra não ensopar.
Não tomava banho pra não descolar.
Não falava nada pra não engasgar.
Não ficava em pé com medo de cair.
Então vivia parada, deitada, mas sem dormir, com medo de pesadelo.

Era a Chapeuzinho Amarelo…”

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15 comentários sobre “HORA DO CONTO – CHAPEUZINHO AMARELO

  1. Boizé. Aqui quem voz fala é a clone da Chapeuzinho Amarelo. :oP beijins

    Cacau | Homepage | 02-10-2003 10:24:27

    Se pensarmos bem, apesar de grandinhos, muitas vezes damos uma de chapeuzinho amarelo…

    moonthoughts | Homepage | 02-10-2003 10:00:25

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  2. chapeuzinho amarelo
    Então, era uma vez…

    “Era a Chapeuzinho Amarelo.
    Amarelada de medo.
    Tinha medo de tudo, aquela Chapeuzinho.
    Já não ria.
    Em festa, não aparecia.
    Não subia escada, nem descia.
    Não estava resfriada, mas tossia.
    Ouvia conto de fada, e estremecia.
    Não brincava mais de nada, nem de amarelinha.

    Tinha medo de trovão.
    Minhoca, pra ela, era cobra.
    E nunca apanhava sol, porque tinha medo da sombra.
    Não ia pra fora pra não se sujar.
    Não tomava sopa pra não ensopar.
    Não tomava banho pra não descolar.
    Não falava nada pra não engasgar.
    Não ficava em pé com medo de cair.
    Então vivia parada, deitada, mas sem dormir, com medo de pesadelo.

    Era a Chapeuzinho Amarelo…”

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  3. Tinha medo de trovão.
    Minhoca, pra ela, era cobra.
    E nunca apanhava sol, porque tinha medo da sombra.
    Não ia pra fora pra não se sujar.
    Não tomava sopa pra não ensopar.
    Não tomava banho pra não descolar.
    Não falava nada pra não engasgar.
    Não ficava em pé com medo de cair.
    Então vivia parada, deitada, mas sem dormir, com medo de pesadelo.

    Era a Chapeuzinho Amarelo…”

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  4. Chapeuzinho Amarelo, de Chico Buarque

    “Era a Chapeuzinho Amarelo.
    Amarelada de medo.
    Tinha medo de tudo, aquela Chapeuzinho.
    Já não ria.
    Em festa, não aparecia.
    Não subia escada, nem descia.
    Não estava resfriada, mas tossia.
    Ouvia conto de fada, e estremecia.
    Não brincava mais de nada, nem de amarelinha.
    Tinha medo de trovão.
    Minhoca, pra ela, era cobra.
    E nunca apanhava sol, porque tinha medo da sombra.
    Não ia pra fora pra não se sujar.
    Não tomava sopa pra não ensopar.
    Não tomava banho pra não descolar.
    Não falava nada pra não engasgar.
    Não ficava em pé com medo de cair.
    Então vivia parada, deitada, mas sem dormir, com medo de pesadelo.
    Era a Chapeuzinho Amarelo…
    E de todos os medos que tinha
    O medo mais que medonho era o medo do tal do LOBO.
    Um LOBO que nunca se via,
    que morava lá pra longe,
    do outro lado da montanha,
    num buraco da Alemanha,
    cheio de teia de aranha,
    numa terra tão estranha,
    que vai ver que o tal do LOBO
    nem existia.
    Mesmo assim a Chapeuzinho tinha cada vez mais medo do medo do medo do medo de um dia encontrar um LOBO.
    Um LOBO que não existia.
    E Chapeuzinho amarelo,
    de tanto pensar no LOBO,
    de tanto sonhar com LOBO,
    de tanto esperar o LOBO,
    um dia topou com ele
    que era assim:
    carão de LOBO,
    olhão de LOBO,
    jeitão de LOBO,
    e principalmente um bocão
    tão grande que era capaz de comer duas avós,
    um caçador, rei, princesa, sete panelas de arroz…
    E um chapéu de sobremesa.
    Mas o engraçado é que,
    assim que encontrou o LOBO,
    a Chapeuzinho Amarelo
    foi perdendo aquele medo:
    o medo do medo do medo do medo que tinha do LOBO.
    Foi ficando só com um pouco de medo daquele lobo.
    Depois acabou o medo e ela ficou só com o lobo.
    O lobo ficou chateado de ver aquela menina olhando pra cara dele,
    só que sem o medo dele.
    Ficou mesmo envergonhado, triste, murcho e branco-azedo,
    porque um lobo, tirado o medo, é um arremedo de lobo.
    É feito um lobo sem pÊlo.
    Um lobo pelado.
    O lobo ficou chateado.
    Ele gritou: sou um LOBO!
    Mas a Chapeuzinho, nada.
    E ele gritou: EU SOU UM LOBO!!!
    E a Chapeuzinho deu risada.
    E ele berrou: EU SOU UM LOBO!!!!!!!!!!
    Chapeuzinho, já meio enjoada, com vontade de brincar de outra coisa.
    Ele então gritou bem forte aquele seu nome de LOBO umas vinte e cinco vezes,
    Que era pro medo ir voltando e a menininha saber com quem não estava falando:
    LO BO LO BO LO BO LO BO LO BO LO BO LO BO LO BO LO BO LO BO LO
    Aí, Chapeuzinho encheu e disse:
    “Pára assim! Agora! Já! Do jeito que você tá!”
    E o lobo parado assim, do jeito que o lobo estava, já não era mais um LO-BO.
    Era um BO-LO.
    Um bolo de lobo fofo, tremendo que nem pudim, com medo de Chapeuzim.
    Com medo de ser comido, com vela e tudo, inteirim.
    Chapeuzinho não comeu aquele bolo de lobo, porque sempre preferiu de chocolate.
    Aliás, ela agora come de tudo, menos sola de sapato.
    Não tem mais medo de chuva, nem foge de carrapato.
    Cai, levanta, se machuca, vai à praia, entra no mato,
    Trepa em árvore, rouba fruta, depois joga amarelinha,
    Com o primo da viz inha, com a filha do jornaleiro,
    Com a sobrinha da madrinha
    E o neto do sapateiro.
    Mesmo quando está sozinha, inventa uma brincadeira.
    E transforma em companheiro cada medo que ela tinha:
    O raio virou orrái;
    barata é tabará;
    a bruxa virou xabru;
    e o dia bo é bodiá.
    ( Ah, outros companheiros da Chapeuzinho Amarelo: o Gãodra, a Jacoru, o Barão-tu, o Pão Bichô pa…
    E todos os tronsmons.)

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  5. estou trabalhando com esta estorinha na aula de artes na escola e.e.b.marechal luz em jaguaruna bjs espero que tenha jente ai que estuda tambem lá tchau kkk é chata a prof de artes… kkk mas…. adorei a estorinha mas ela aqui não ta terminda precisa disso na historia ta assim

    Chapeuzinho Amarelo

    “Era a Chapeuzinho Amarelo.
    Amarelada de medo.
    Tinha medo de tudo, aquela Chapeuzinho.
    Já não ria.
    Em festa, não aparecia.
    Não subia escada, nem descia.
    Não estava resfriada, mas tossia.
    Ouvia conto de fada, e estremecia.
    Não brincava mais de nada, nem de amarelinha.
    Tinha medo de trovão.
    Minhoca, pra ela, era cobra.
    E nunca apanhava sol, porque tinha medo da sombra.
    Não ia pra fora pra não se sujar.
    Não tomava sopa pra não ensopar.
    Não tomava banho pra não descolar.
    Não falava nada pra não engasgar.
    Não ficava em pé com medo de cair.
    Então vivia parada, deitada, mas sem dormir, com medo de pesadelo.
    Era a Chapeuzinho Amarelo…
    E de todos os medos que tinha
    O medo mais que medonho era o medo do tal do LOBO.
    Um LOBO que nunca se via,
    que morava lá pra longe,
    do outro lado da montanha,
    num buraco da Alemanha,
    cheio de teia de aranha,
    numa terra tão estranha,
    que vai ver que o tal do LOBO
    nem existia.
    Mesmo assim a Chapeuzinho tinha cada vez mais medo do medo do medo do medo de um dia encontrar um LOBO.
    Um LOBO que não existia.
    E Chapeuzinho amarelo,
    de tanto pensar no LOBO,
    de tanto sonhar com LOBO,
    de tanto esperar o LOBO,
    um dia topou com ele
    que era assim:
    carão de LOBO,
    olhão de LOBO,
    jeitão de LOBO,
    e principalmente um bocão
    tão grande que era capaz de comer duas avós,
    um caçador, rei, princesa, sete panelas de arroz…
    E um chapéu de sobremesa.
    Mas o engraçado é que,
    assim que encontrou o LOBO,
    a Chapeuzinho Amarelo
    foi perdendo aquele medo:
    o medo do medo do medo do medo que tinha do LOBO.
    Foi ficando só com um pouco de medo daquele lobo.
    Depois acabou o medo e ela ficou só com o lobo.
    O lobo ficou chateado de ver aquela menina olhando pra cara dele,
    só que sem o medo dele.
    Ficou mesmo envergonhado, triste, murcho e branco-azedo,
    porque um lobo, tirado o medo, é um arremedo de lobo.
    É feito um lobo sem pÊlo.
    Um lobo pelado.
    O lobo ficou chateado.
    Ele gritou: sou um LOBO!
    Mas a Chapeuzinho, nada.
    E ele gritou: EU SOU UM LOBO!!!
    E a Chapeuzinho deu risada.
    E ele berrou: EU SOU UM LOBO!!!!!!!!!!
    Chapeuzinho, já meio enjoada, com vontade de brincar de outra coisa.
    Ele então gritou bem forte aquele seu nome de LOBO umas vinte e cinco vezes,
    Que era pro medo ir voltando e a menininha saber com quem não estava falando:
    LO BO LO BO LO BO LO BO LO BO LO BO LO BO LO BO LO BO LO BO LO
    Aí, Chapeuzinho encheu e disse:
    “Pára assim! Agora! Já! Do jeito que você tá!”
    E o lobo parado assim, do jeito que o lobo estava, já não era mais um LO-BO.
    Era um BO-LO.
    Um bolo de lobo fofo, tremendo que nem pudim, com medo de Chapeuzim.
    Com medo de ser comido, com vela e tudo, inteirim.
    Chapeuzinho não comeu aquele bolo de lobo, porque sempre preferiu de chocolate.
    Aliás, ela agora come de tudo, menos sola de sapato.
    Não tem mais medo de chuva, nem foge de carrapato.
    Cai, levanta, se machuca, vai à praia, entra no mato,
    Trepa em árvore, rouba fruta, depois joga amarelinha,
    Com o primo da viz inha, com a filha do jornaleiro,
    Com a sobrinha da madrinha
    E o neto do sapateiro.
    Mesmo quando está sozinha, inventa uma brincadeira.
    E transforma em companheiro cada medo que ela tinha:
    O raio virou orrái;
    barata é tabará;
    a bruxa virou xabru;
    e o dia bo é bodiá.
    ( Ah, outros companheiros da Chapeuzinho Amarelo: o Gãodra, a Jacoru, o Barão-tu, o Pão Bichô pa…
    E todos os tronsmons.)

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