DESMONTANDO UM RELICÁRIO

Dias pra arrumar armários, guarda-roupas, estantes. Prateleira por prateleira, vou sentindo o cheiro de poeira escondido nos cantos dos livros que não foram abertos, nas caixas que ficaram fechadas, nos papéis que ficaram guardados, nas roupas que não uso mais. Não sou alérgica, mas pela primeira vez, em muito tempo, tanta poeira chegou a me sufocar. Foi entrando nos pulmões e não queria mais ficar, e foi espirrada muitas vezes. Sinal que dessa vez, a arrumação não era comum. Era sim, um reencontro, uma faxina especial. Um momento de olhar pro passado de uma maneira diferente da que se fazia até aqui.

Dizem que é característica do meu signo guardar tudo, montar verdadeiros relicários, concretos e abstratos, de tudo a que fui ligada emocionalmente. Dificilmente esqueço um rosto, uma lembrança, um cheiro; e mais dificilmente ainda jogo fora um pedacinho que seja de papel, se ele me provocou uma emoção verdadeira, por mais barata que ela tenha sido. Sou capaz de reconstruir mentalmente diálogos e situações inteiras. Outro dia falava com minha mãe, e perguntava a ela coisas sobre a minha infância que ela mesma não lembrava mais. Admirada com a minha memória, disse, “pra quê guardar tudo isso dentro da cabeça? Melhor é esquecer. Você guarda demais.”. O espaço de dentro é infinito, o de fora nem tanto, mas tanta coisa guardada, de repente, começou a me incomodar, a pesar; veio uma enorme necessidade de fazer o ar circular dentro de cada compartimento. Dessa vez, prometi a mim mesma liberar espaços, de dentro e de fora. E comecei. Ao fundo, lá dentro da minha cabeça e depois no cd player, ouvia a canção:

“Eu hoje joguei tanta coisa fora
Eu vi o meu passado passar por mim
Cartas e fotografias, gente que foi embora
A casa fica bem melhor assim.”

Sim, tudo foi passando por mim, diante dos meus olhos, que às vezes sorriam, às vezes enchiam-se de lágrimas tristonhas. O caderno de recordações do primário, onde colegas que me esforcei pra lembrar do rosto registraram que seríamos sempre amigos e que eu nunca seria esquecida. Os desenhos que a professora do jardim avaliou com 3 estrelinhas. A carta da melhor amiga, que foi morar no Japão há tanto tempo, de quem eu nunca mais soube, me contando que estava com medo e que se sentia muito sozinha longe de casa. Cartões-postais, de aniversário, de natal, tantos desejos de felicidade. Muitos caderninhos cheios de anotações, idéias, poemas que eu escrevi a mão, páginas molhadas por lágrimas, frases desconexas; cadernos de um tempo quando escrever era uma catarse quase incontrolável de uma menina tímida, insegura, que não conversava sobre si mesma com ninguém além do papel. As provas da faculdade e do magistério, tanto as elogiadas como as criticadas, uma delas com um recado do professor querido, “você ainda vai longe” ( e pensar que tantas vezes eu não sei se fui tão longe quanto deveria, ou se fui longe demais ). As apostilas xerocadas, de tão antigas, ficaram manchadas e estão ilegíveis. Livros que eu nunca mais li, e nem vou voltar a ler; alguns com bilhetes, notas de dinheiro antigo, pétalas de flor e marcardores esquecidos dentro das páginas. Roupas que eu nunca mais usei. Documentos com prazo de validade vencido. O projeto de trabalho elogiado, e que deu certo, e também aquele outro que deu errado. Relatos de casos que atendi no consultório; histórias de vida de pessoas sofridas, que eu nem imagino como estão hoje. Os bilhetes das crianças dizendo que eu era a professora mais linda e amada do mundo. O convite do casamento do amigo querido, que já se separou. A coleção de papéis de carta. Fotos dos meus artistas preferidos. A boneca que dormia comigo todas as noites. Uma lembrança de nascimento de uma criança que nunca mais vi. A agenda de adolescente escrita em códigos e cheia de lembranças concretas, como a fitinha que eu coloquei na testa no dia da passeata a favor do impeachment de Fernando Collor. As pastas imensas com os e-mails do namorado mais amado, centenas de páginas escritas diariamente durante meses; escritas com o coração e cheias de juras eternas, minhas e dele, que ficaram assim, esquecidas e amareladas como os outros papéis e objetos. Tanta, tanta, tanta coisa.

Alguns sacos de lixo, algumas caixas. Algumas coisas ainda podem ser aproveitadas por outras pessoas. Livros para a biblioteca comunitária, roupas para o abrigo aqui perto, brinquedos numa sacola para levar para a escola depois. Coisas que não tinha devolvido, dei falta de outras que se foram e nunca mais voltaram. Papéis e mais papéis saindo direto do meu relicário pessoal para dentro daquele saco preto. Tentei colocar um critério racional para decidir o que ficava comigo mais um, ou muitos anos… E o que tinha que ir embora. Mas era impossível. O critério foi mesmo o do coração. Aquilo do qual doía se separar ainda, ficou. Mas a maior parte foi embora. E tudo ficou tão mais leve. Tão pronto pra ser completado com novas coisas, novos papéis, novas experiências que depois virarão lembranças.

Esse espírito de desapego, de desprendimento… De onde ele veio? Por que, de repente, guardar tanta coisa pareceu tão sem significado? Talvez o inevitável tenha sido finalmente percebido. Tive a sensação de antes acreditar que, se os armários ficassem vazios, também eu me esvaziaria de tantas lembranças que me ensinam, me impulsionam, me acalentam. A tentativa de guardar tanta coisa, no fundo, é só um jeito de não enfrentar o temor bobo e quase infantil de, repentinamente, ficar sem passado, esquecer quem eu era, o que fazia, quem me rodeava, quais eram os sonhos que eu tinha. Em alguns momentos, em que o presente é tão monótono ou opressor, e o futuro é tão distante e desesperançado… O passado é só o que se tem.

Encontro fotos também. Muitas. Um rosto de menina inocente, aquela que acreditava que o Pico do Jaraguá era roubado quando a neblina chegava, e era devolvido no dia seguinte, quando o tempo mudava e o sol aparecia. Fotos de uma garota com a boneca de pano, a única “pessoa” que não poderia deixá-la sozinha. Fotos do pai, avô, amigos e parentes que já morreram. Fotos da adolescente com poucas marcas no rosto, que tinha tanto medo e se sentia insegura por tantas coisas que hoje são fáceis. Fotos da moça que tinha tantos planos que hoje viraram poeira, e que foi surpreendida por muitas surpresas agradáveis ( ou nem tanto ). Fotos do sofá antigo, do carro velho, da casa que hoje nem existe mais. Tantas imagens do passado. Tanta coisa que hoje é tão diferente.

Há quem tenha horror de pensar no passado. Eu não. Claro, hoje sou mais feliz que ontem, e com um pouco de sorte e muito de esforço, menos feliz que amanhã. Mas o que sou é a soma disso tudo que já vivi. Todos esses objetos e papéis, todas essas pessoas que já passaram pela minha vida, todas esses momentos que, bons ou ruins, passaram… Tudo isso está em mim e faz parte do aprendizado de viver, da sabedoria que foi construída para tomar as decisões de hoje. Que estranha é essa vida, que faz as coisas mudarem de sentido com o tempo, de uma forma tão intensa. E não adianta combater essa força guardando tanta coisa. O tempo passa e não se pode trancafiá-lo dentro dos armários e guarda-roupas. E, algumas vezes, o melhor é deixar certas coisas irem, confiando que já foram encalacradas e incorporadas ao coração. Não é preciso esquecer de nada. Mas é preciso que novas coisas venham ocupar o lugar das velhas. É assim que a natureza e a vida funcionam.

Nem tudo muda, isso também é bom de perceber. Algumas pessoas não se foram. Algumas palavras ainda fazem sentido. Alguns olhos ainda brilham com a mesma intensidade com que brilhavam nas fotos de antes. Algumas coisas ainda são fortes, e sempre serão. O essencial, isso não muda. E que bom que é assim. O essencial, isso ainda fica, em mim e nos armários.

De qualquer forma, despedidas, pra pessoas que se apegam facilmente a tudo, nunca são fáceis. Nunca. Talvez seja por isso que, de repente, fui invadida por um sentimento de nostalgia, daqueles que são quase uma tristeza, que fazem a gente ficar divagando sobre coisas inúteis e que daqui a pouco tempo nem serão mais lembradas. Daqueles momentos em que se fica pensando no que já foi, no que poderia ter sido e no que não foi, e, antes que se possa pensar, os olhos ficam banhados nas mais puras lágrimas de saudades do ontem e também do amanhã; uma saudade tanto tardia quanto antecipada. E tudo isso sem que se possa descobrir o porquê. Talvez a poeira, talvez a lua, talvez os sonhos perdidos, as mudanças inevitáveis e a consciência de que a vida nem sempre segue como a gente quer, mas normalmente segue da melhor maneira que poderia seguir. Atrás da capa de um dos cadernos, encontrei um poema do Drummond.

“(… )Mundo mundo vasto mundo,
mais vasto é meu coração.

Eu não devia te dizer
mas essa lua
mas esse conhaque
botam a gente comovido como o diabo. ”

E põe comoção nisso…

INSISTÊNCIA

* Você, paulistano ou não, ainda não escreveu algumas linhas sobre São Paulo? Ohhhhhh!!! Vai mesmo ficar de fora do post coletivo que estamos fazendo para homenagear a cidade? Não me diga! Em vez de dizer, escreva e mande para mafaldacrescida@hotmail.com, até dia 24 próximo. 🙂

* E não é que é verdade? O UOL, que se auto-proclama o portal que tem”o melhor da internet”, enfim está oferecendo aos assinantes e visitantes um serviço de hospedagem de blogs, com direito a algumas ferramentas interessantes, comentários, e uma promessa de, dentro em breve, oferecer maneiras de levar os arquivos e conteúdo de outros servidores para lá. Muito fácil de mexer, e ainda pouco congestionado ( vejam bem, AINDA ). O blog Mafalda Crescida já existe por lá, que é para onde ele vai se o Blogger resolver expulsar os não-assinantes daqui. De qualquer forma, é mais uma opção. Quem quiser conhecer, pode clicar aqui.

* Quem não gosta de prêmio e reconhecimento? Meu sorriso está aberto de orelha a orelha: o template do Mafalda Crescida foi escolhido o Template Show da semana pela High Society Blogueira. Obrigada ao pessoal do site que sempre me deu a maior força… E a todos que prestigiaram este belíssimo trabalho do Dr. Marcelo. Camarada, eu te disse que você ia ficar famoso. Hehe. Novamente, obrigada a você também.

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2 comentários sobre “DESMONTANDO UM RELICÁRIO

  1. OI, MEU NOME E AMANDA ADOREI O SEU BLOG E TUDO DE BOM!!!!!!!!!

    Amanda Prata | Email | 15-02-2004 18:44:16

    O negoço é o seguinte: O seu blogger está ótimo , vc esta de parabens! Você teve uma criatividade extrema ao ffazer tal coisa!!! Continue assim , que vc possa melhorar cada vez mais , vc esta di parabenx!!!! Beijos di alguem!!!!

    Bruno Alves | Email | Homepage | 15-02-2004 12:22:28

    Amiga; Seus textos estão cada vez melhores. A sensação que dá para quem lê e de que você está traduzindo em palavras um monte de sensações que deixamos guardadinhas no fundo de nós e que é bom que coloquemos pra fora para sentí-las ainda com mais intensidade: a necessidade dessa “limpeza”de fim de ano é uma delas. Limpeza que vai além do físico, mas que passa muito pelo emocional, pela necessidade de rever o que vale e que não vale a pena guardar, o que deve ser jogado no lixo para dar lugar a novas experiências e sensações. Brigas , ressentimentos, aflições, angústias, preocupações que já tiveram sua importância no momento devido, mas que devemos ter a coragem de nos livrar com a esperança de vê-los substituídos por sentimentos e vivências mais prazerosas. Parabéns pelos seu prêmui, você o merece!!! sua leitora assídua. Alê.

    Alê | 20-01-2004 21:57:45

    há uns dois anos esvaziei quase todas as gavetas que eu tinha. minha vida mudou completamente. hoje, vivo sem mofo nem poeira. apesar de alguns riscos dentro das gavetas.

    André Gonçalves | Homepage | 19-01-2004 15:36:05

    Sabes que meu nariz tem andado constipado pela poeira que insisto em guardar em mim? beijos

    Nefertari | Homepage | 19-01-2004 14:49:29

    Oi, Mafalda, bom ver vc lá no blog! Eu, como boa canceriana, gostei desse post, me deixou levemente nostálgica, pensando com carinho no passado. beijo, Gwyn

    Gwyn | Email | Homepage | 19-01-2004 14:27:22

    MUITO BOM!!!!!!!!!!!!!!!! Seu texto é lindo e o designer do seu template é super criativo e bonito! PARABÉNS pelas 2 coisas! Convido-a a conhcer meu bloguinho tbm!!! Será mt bm vinda assim como todos q entrarem no seu blog! Bjos

    Lucianno | Email | Homepage | 19-01-2004 04:54:00

    Miga…eu tô tão felizzzzz……

    Catarina | 19-01-2004 02:03:58

    Oi, querida. desejo que a semana que se inicia seja muito boa pra todos nós. um carinhoso beijo.

    Beta | Email | Homepage | 19-01-2004 00:28:31

    É muito bom reciclar, nos desfazermos de coisas usadas, unúteis pra nós, úteis para alguém… chamaram seu post de delicado, pois penso igual, suas palavras são delicadas. Beijão PS. As vezes tenho a sensação de que vc é uma das raras pessoas que entendem o que quero dizer… Beijossssss

    Mônica | Email | Homepage | 18-01-2004 23:13:28

    Delicadíssimo e muito inspirado. Continuo encantado. Beijo.

    Fábio | Email | 18-01-2004 22:24:51

    O template é lindo mesmo… o Dr. Marcelo está de parabéns ! A autora é ótima e nos leva a passear de uma forma poética (sem ser piegas) por um fato tão corriqueiro como arrumar armários. Ou de uma forma tão positiva ao se desfazer do passado que não serve mais e guardar aquele que é importante ainda….. Beijos, Mafaldinha (não prometo nada sobre Sampa ainda…)

    Deize | Email | Homepage | 18-01-2004 22:15:37

    Um exercício fundamental do crescimento é o desprendimento. Arrumar o quarto, a casa, o armário é simbólico. E voce fez direitinho como deve ser. Coisas que ainda tocam o coração e que têm que sairem, eu faço o ritual da fogueirinha… assim eles somem mas nunca mais os esqueço. Beijo, menina

    nora | Homepage | 18-01-2004 21:36:08

    Parabéns!!! Seu blog é lindo, perfeito! Me fez sentir tantas saudades do meu… Adorei o post, delicado e profundo! Dias antes de 2003 terminar, eu arrumei tudo também, não queria começar o ano novo com esse “peso”… há anos eu não limpava meus armários e prateleiras! Mtos bjos pra vc!

    Aryane | Email | 18-01-2004 21:29:41

    Menina bonita, Antes de mais nada, eu fiz uma brincadeirinha, porque te encontrei no blog da SOPA. Mafalda odeia sopa. Hehehe Quando estamos querendo jogar coisas fora é porque uma nova fase está por vir, normalmente boa (porque isso já é uma espécie de construção). Pena não poder opinar sobre SAMPA. Conheço muito pouco. Trabalhei aí dois finais de semana, depois teve um final de semana a passeio. Seria um comentário superficial. Beijos, beijos e beijos. Ah! O Quino, talvez já saiba, o seu criador… Hehehe … está dando uma canja agora no revista Superinteressante, da Abril.

    Arquimimo Novaes | Email | Homepage | 18-01-2004 20:23:09

    Querida, é um dos posts mais delicados, real e verdadeiro que já li! Acho que tbm preciso remexer nos meus guardados. Sinto que cada vez que faço isso, a vida dentro de mim se renova, ganha nova cor, sobra espaço para acoantecimentos e pessoas novas. É uma maravilha!! O templante é realmente lindo, viu?!! Muitoo merecidoooo!! Estou pensando em escrever algo homenageando Sampa porque, acho que vc sabe, a Ladeira é uma homenagem a um dos espaços paulistanos já perdido na memória. Beijo enorme.

    mafalda | Homepage | 18-01-2004 19:13:33

    mto lindo isso… fiquei pensando. Bjos.

    Mila | Email | 18-01-2004 16:02:14

    Adorei a sua lembrança sobre o pico do jaraguá! Muito doce e muito verdadeira. Eu tinha essa mania de guardar algumas coisas e, de tempos em tempos, ficar remexendo naquilo tudo. Quando es descobri que aquilo me fazia mal, fiz uma super faxina. A senação de jogar as coisas fora foi tão boa, que sempre faço isso desde então. Se compro uma peça de roupa nova, imediatamente a que estou usando menos ou nem usando é dada para quem precisa….e coisas desse tipo. As lembranças que me restam, só dentro de mim. Lindo post! beijo

    Carol | Homepage | 18-01-2004 12:19:41

    Queria eu conseguir me despreender do meu passado … das pessoas que se foram e deixaram muitas saudades.Como se, ao partirem, levassem consigo um pedaçinho de mim.Como se minha vida estivesse sendo interrompida, corrompida …

    Penny | Email | 18-01-2004 10:40:14

    Às vezes a gente sente saudade até do que não existiu… Arrumar gavetas é essencial. E sempre uma surpresa. Boa ou ruim. É um mistério pra mim por que, pra continuar vivendo, a gente precisa deixar tanta coisa pra trás. O passado e o futuro são tempos que não existem, a gente só tem o presente pra se agarrar. E este meu presente está sendo ótimo, belo texto.

    Ana Beatriz Guerra | Email | Homepage | 17-01-2004 18:39:06

    QUE MÁXIMO O TEU BLOG!!! EU AMUUUUU A MAFALDA!!!

    DANI | Homepage | 17-01-2004 15:46:12

    Oi, Mafalda… O passado conta muito do que somos hoje no presente, aliás, conta quase tudo. E ter essas lembranças físicas são formas de reavivar nossa memória. Muita coisa dá realmente pra se jogar fora… Mas como se faz pra jogar fora as cartas de amor de uma ex-namorada de quem você ainda gosta? Tudo é questão de tempo. É ele quem nos vai dizendo a que horas devemos “jogar o passado fora”. É um novo presente que determina isso… Incrível… Faz parte do nosso crescimento, né? Beijo.

    Tigre | Email | Homepage | 17-01-2004 14:25:45

    Nossa, princesa… Impressão minha ou esse é um dos seus melhores? Inspiradíssimo, que coisa linda de se ler. Só discordo em uma coisa, nem sempre o tempo melhora as pessoas. Algumas pioram – e muito. Vc não percebe isso porque com vc não é assim, mas muita gente não valoriza as coisas boas que viveu e fica cada vez mais turrão e amargo. Bjos estalados pra moça mais sensível desse mundo. :)))))) Ah, já te mandei o texto sobre Sampa, vc recebeu? E o prêmio foi merecidíssimo, teu blog tá lindo.

    Ful | Email | 17-01-2004 12:36:18

    Ai, que noticia boa essa do UOL! Estava morrendo de medo desse Blogger… Eu tb guardo mta coisa que esta precisando ir para o lixo! Mas ao contrario de vc, sou mto alergica! E por isso nao me animo a fazer grandes arrumacoes. Bjos

    Ragazza Pazza | Homepage | 17-01-2004 11:54:11

    Oi, Mafalda, seu blog, além de ter textos pra lá de maravilhosos, ainda está com um layout simplesmente chiquérrimo!!!!!!!! Por isso é o template show dessa semana no Sociedade. Beijos!

    Bia | Homepage | 17-01-2004 11:37:43

    Só uma canceriana para descrever as sensações e emoções que se pode sentir quando se arruma sua toca… 🙂 Lembro que senti a mesma coisa quando tive que mudar de quarto em minha casa e tive que me desfazer que nada mais nada menos 4 sacos de lixo de 90 litros… 😦 Foi triste, mas deu espaço pra minha cama e para mais tranqueiras… bjos!

    BomBaH! | Email | Homepage | 17-01-2004 10:21:00

    Lendo seu post penso q é hora de remexer nos meus guardados-sentimentos, pra que não empoeirem as lembranças que se fizeram urgentes. Beijos, mafalda. :**

    Beta | Email | Homepage | 17-01-2004 03:13:48

    Nossa, lembro de ter conversado contigo nos primeiros dias dessa arrumação, rs… Não gosto muito do UOL. E acho, sinceramente, que esse blog de lá deixa muito a desejar. =)

    SlothSam | Email | Homepage | 17-01-2004 02:31:52

    Miga, você traduziu exatamente o que sinto quando mexo nos meus guardados. Belíssimo texto. Beijocas!

    Virgulina | Homepage | 17-01-2004 01:35:30

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  2. Olá, estou passandso aqui pela primeira vez, e como gostei, será a primeira de muitas.
    A vida é linda, mas cada dia que passa temos que jogar lixos das horas, das lembranças.
    O importante é jogar fora toda e qualquer dor, e lembranças manter sempre no coração, as melhores possívei, o testo que seja somente referência para que no futuro não tropecemos nas mesmas pedras que nos derrubaram no passado.
    Infelizmente nos damos conta que tudo passa, inclusive pessoas, mas sentimentos sempre ficam. Mesmo que vago, ainda é sentimento. Aquele nó no peito de ver que fomos felizes e não viamos isso.
    Beijos.
    ((Se tiver um tempinho, passe no meu blog, os posts são sipmlesinhos, mas ainda cheog lá, seu blog me servirá de inspiração, muito bom, adorei))

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