CARTA

“Há muito tempo sim, não te escrevo.
Ficaram velhas todas as notícias.
Eu mesmo envelheci: olha, em relevo,
estes sinais em mim, não das carícias

( tão leves ) que fazias no meu rosto:
são golpes, são espinhos, são lembranças
da vida a teu menino, que a sol-posto
perde a sabedoria das crianças.

A falta que me fazes não é tanto
à hora de dormir, quando dizias
“Deus te abençoe”, e a noite abria em sonho.

É quando, ao despertar, revejo a um canto
a noite acumulada de meus dias,
e sinto que estou vivo, e que não sonho.”

Carta, de Carlos Drummond de Andrade

Muito tempo sem você. Esse muito é meu muito, eu sei. Razoavelmente poucos anos se foram desde aquele dia triste – mas iluminado – em que lhe vi pela última vez. Mas esse tempo, cronologicamente tão ínfimo, tem quilômetros e quilômetros de sentimento. Parece uma esteira imensa de eternidade que cruza a minha alma por dentro; estou no meio e não vejo nem o início, e nem o final dela. Acho que é isso que chamam de saudade. Não uma dor aguda, desesperada, não uma crise. Mas uma falta crônica, que vai ganhando impiedosamente, dia após dia, mais tamanho, ainda que seja tranquila.

Você mesmo me disse uma vez que o esquecimento não era bom, e que era uma arma das pessoas fracas. Você me disse que as pessoas fortes não esquecem, mas se lembram, e remexem, e remóem, até que seja fácil viver com tais lembranças, até que não doam mais; assim essas pessoas nunca esquecem o que são – “a água do esquecimento é turva, não beba dela, querida”. Você me disse tantas, tantas coisas sobre a vida, me ensinou tanta coisa, me deu tantos exemplos, mesmo falando pouco. Da sua boca eu ouvi tantas coisas sábias, que todos os dias repito para alguém. É um jeito de não deixar você morrer, ainda que eu mesma morra amanhã, ou daqui a poucos dias.

Por algum tempo, eu tentei esquecer a falta que você me fazia, você, meu grande companheiro, meu herói, que me deixou aqui, sozinha. Sei que não fiquei e não estou sozinha de fato. Mas, por alguma razão, o seu lugar ninguém nunca mais ocupou. Um dia, decidi me lembrar de tudo quantas vezes quisesse. Lembrar do seu colo quando eu era criança. Lembrar da sua figura debruçada na janela daquela casa que tem o cheiro do melhor da minha infância, horas e horas, assobiando e vendo as pessoas andando de um lado por outro ( me pergunto o que tanto você pensava ). Lembrar dos seus cochilos no sofá. Lembrar do seu sorriso sereno diante das brigas de todos. Lembrar do seu jeito severo e firme, mas que se derretia em sorrisos e dengos pros seus queridos. Lembrar de como você gostava de palestrar sobre Deus, sobre os homens e sobre a vida, e como falava bem. Lembrar de como você cuidou de mim quando eu era menina, dos nossos passeios e dos segredos que você me confidenciava, dos nossos finais de tarde na varanda olhando o sol se pôr e conversando sem parar, de como eu me pareço com você. Lembrar de como você me compreendia. E do nosso amor tão bonito. Talvez nunca tenha admirado alguém como admirei você, nem mesmo o meu próprio pai – aquele a quem tantas vezes você substituiu, de tantos jeitos. Você e seus livros na estante, você e suas cantorias desafinadas, você e sua capacidade de se desligar do mundo, você e suas causas apaixonadas.

Tenho muito ódio dessa doença que foi apagando seu brilho aos poucos, de maneira tão poderosa, tão imponente, tão destruidora. Talvez ela seja a única coisa que eu realmente odeie na vida, e tenho medo que esse ódio ironicamente me torne uma vítima dela. Tenho ódio dela não só porque ela foi, aos trancos, me conscientizando que você não era eterno, e nem porque ela me obrigou a passar uma das provas mais difíceis que há pra se passar nessa vida, que é ver alguém que se ama morrer aos poucos. Mas não aceito ela ter entrado na nossa família, no nosso lar intocado, porque ela lhe fazia sofrer. Doía. Machucava. Tirava sua vontade, a sua força nas pernas, a sua memória, o seu fio de consciência, lhe deixava frágil e dependente como um bebê grande. Ela destruiu o mito que você significava pra mim. Mas o amor permaneceu.

Me lembro de todas aquelas madrugadas, quando eu levantava pra lhe dar o remédio, e encontrava você chorando baixinho no travesseiro. E uma vez você me disse que chorava de medo da morte. Você, que tinha tanta certeza das suas teorias sobre o que vinha depois do final… Chorava de medo da morte. Outra vez você chorou dizendo que queria tanto rever sua mãe morta, que queria ser um menino pra dormir nos braços dela de novo. Aquelas noites, cheias de dor, mas de carinho, cumplicidade e ternura entre nós, foram muito difíceis pra mim. Mas hoje eu sei que cada uma delas me deu exatamente o que eu precisava até me despedir de você. Me ensinaram o que é ser humana. Não queria mais seu sofrimento, por isso entendi quando você pediu que o seu sopro de vida se apagasse de uma vez. Mas, ainda assim, no dia em que você morreu, eu senti um golpe, e a minha alegria, a minha fé, nunca mais foram as mesmas. No fundo, acho que me decepcionei com Deus por ter tirado você de mim, e até hoje não me recuperei. Naquele dia, eu deixei de ser menina, e comecei a crescer. E como dói crescer… Ai, vovô querido, crescer dói demais. A consciência é uma passagem pra liberdade, mas também pra morte da ingenuidade, e até da inocência. Frequentemente é um remédio amargo de provar. Talvez como aqueles remédios que absolutamente ninguém – só você – conseguia me fazer tomar quando eu era uma criança teimosa.

Fazia, sim, muito tempo que não lhe escrevia, que não falava com você. Você sabe que sempre que me sinto triste e solitária, vou até aquela velha casa, e fico por ali, pensando em tudo que você me ensinou, observando os meus sonhos perdidos e realizados passando como um filme diante dos meus olhos, buscando conforto no passado. Mas não converso, não te chamo, não falo com você. É coisa minha. Você faz parte, mas é coisa só minha.

E aconteceu que tive um pesadelo ontem, e lembrei. Lembrei de como você me acalmaria facilmente com uma palavra, um sorriso, um olhar. E chorei de saudade. Queria você perto de novo, queria alguém que me entendesse como só você entendia. Alguém que me amasse incondicionalmente, essa certeza que você me dava, e que eu nunca, nunca mais tive. Fiquei com uma vontade imensa de falar, e fiquei pensando no que eu diria. Tanta coisa aconteceu, tanta gente passou por mim desde que você se foi, tanta coisa eu fiz e mudei. Já não sou mais a mesma. Estou mais velha, mais esperta, menos esperançosa, menos doce. Fiquei pensando se você ainda me reconheceria. E concluí que talvez só você me reconhecesse hoje e sempre, e me lançasse o seu olhar sereno, me dizendo algo como “o essencial nunca muda”, o que acalmaria tremendamente meu coração.

Então, meu medo passou. Meu medo, minha tristeza, e minha saudade. E ficamos sós, eu e minhas lembranças. Senti você vivo em mim, em tudo que sou e em tudo que penso, suas pequenas partes estão lá. E então, subitamente, eu soube que o amor de verdade nunca acaba. E que sempre estarei protegida enquanto eu puder descansar nesse amor que você deixou comigo.

“Eu hoje tive um pesadelo e levantei atento, a tempo.
Eu acordei com medo e procurei no escuro alguém com seu carinho,
E lembrei de um tempo.
Porque o passado me traz uma lembrança do tempo que eu era criança,
E o medo era motivo de chôro, desculpa para um abraço ou consolo.

Hoje eu acordei com medo, mas não chorei, nem reclamei abrigo.
Do escuro eu via um infinito sem presente, passado ou futuro.
Senti um abraço forte, e já não era medo – era uma coisa sua que ficou em mim –
Que não tem fim.

De repente a gente vê que perdeu ou está perdendo alguma coisa
Morna e ingênua que vai ficando no caminho
Que é escuro e frio, mas também bonito, porque é iluminado
Pela beleza do que aconteceu há minutos atrás…”

Poema, de Cazuza

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12 comentários sobre “CARTA

  1. Karina, cá estou eu novamente… Já li e reli esta carta… Há uma semana tomei conhecimento dela, e é como se ela tivesse existido sempre. Sinceramente, uma das coisas mais lindas que já li. Sim, eu me identifiquei tremendamente com ela. Obrigada por escrevê-la… :O)

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  2. meu Deus que coisa mais linda…
    como chorei… e quanto tempo não choro assim..
    uma dor que dói lá no fundo…
    como eu queria saber escrever assim..
    mas mesmo se soubesse não conseguiria traduzir esse tanto ou esse tudo com palavras..
    é exatamente isso q sinto pelo meu avô, q sempre será meu tudo!

    quem escreveu este texto??
    faz parte de algum livro??

    parabéns!

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  3. Todas as minhas ausências foram cúmplices das suas enquanto eu te lia. Te abraço com intenção de consolo, e acaricio em nós todas as dores. E as esperanças.

    Beta | Email | Homepage | 27-03-2004 11:30:47

    (risos) minina desculpa ter escrito tanto, e de ter tido a presunção de te “aconselhar” (sinceramente acho que você não precisa de conselho)… mas fazer o que se você me tocou a fundo!?! e isso acabou gerando em mim uma necessidade de tb transpor meus sentimentos… bom chega de escrever né!? (risos) beeeeeeeeee e obrigada por nos agraciar com mais um excelente texto seu!

    Dani | Homepage | 26-03-2004 17:52:12

    minina… entro aqui para te perguntar se posso te linkar no meu blog e me deparo com este texto MARAVILHOSO, esta carta-desabafo linda e acabo chorando… é impressionante como todos nos identificamos com o que escreveste… as pessoas são diferentes, as situações são diferentes, mas o sentimento é sempre o mesmo… uma saudade que dói… um medo… um amor… também me impressiona o fato de conseguirmos transpor em palavras nossos sentimentos mais fortes e legítimos… o que até então parecia indescritível… mas você o fez com excelência! Mafalda Crescida querida, por mais que cresçamos sempre iremos precisar de colo… todos… sem restrição… e o bom de tudo isso é justamente não ter medo de expor nossas necessidades… mesmo que seja a de desabafo… porque o medo amarra nossas pernas e não nos deixa andar… continue andando Mafaldinha, porque no fim do caminho o reencontro é inevitável! E faça do seu caminho, algo bom de se transitar, pois assim como ele, outras pessoas queridas há de encontrar! ;o)

    Dani | Homepage | 26-03-2004 17:43:02

    =/

    SlothSam | 26-03-2004 17:19:44

    Se lágrima na garganta fosse possível de ser enviada eu te mostraria o quanto fiquei emocionada com este texto. Adoro cartas.. principal,ente as enderaçadas à alguém especial. beijos enormes

    Taís | Email | Homepage | 26-03-2004 11:07:59

    Karina querida, cada dia mais gosto de te ler. Você tem mesmo o tom perfeito. Não diga que não consegue, ainda, entrar no meu blog, senão eu choro!!Amo seus comentários… Muitos beijos.

    Mônica | Email | Homepage | 26-03-2004 09:40:21

    Fiquei sem palavras também, quase chocado com a intensidade do teu texto, lindíssima… Vc não está sozinha, nem eu, ninguém está, mas nunca para de doer mesmo. Bjinhos…

    Zé Mário | 25-03-2004 21:09:06

    Menina, deu um nó aqui. Cortante. Justamente hoje que me veio tão forte a falta que minha mãe me faz. Beijos.

    Arquimimo Novaes | Homepage | 25-03-2004 18:59:52

    Triste ironia: enquanto as lembranças são tuas e ninguém nunca as tirará de ti, a sensação que fica é a de que te falta um enorme pedaço… que nunca será enxertado de volta. Um carinhoso beijo e parabéns pelo belíssimo texto!!!

    SÍNDICO | Email | Homepage | 25-03-2004 17:38:49

    Fiquei emocionada com seu texto. A morte é a pior coisa da vida, não é? Te desejo paz no coração e força para seguir em frente.

    Carol&Nando | Homepage | 25-03-2004 11:05:44

    Lágrimas caíram e eu, inutilmente, tentei esconder. Sinto essa falta absurda também e, desde que as pessoas foram embora, eu mudei e o mundo mudou pra mim. Você tem o dom de escrever na medida! Parabéns! Beijos

    Carol | Email | Homepage | 25-03-2004 10:58:06

    Sei exatamente o que sejam tais saudades. Mas, há um erro no início do seu texto: ele está ao seu lado sempre! Vocês não estão um sem o outro. Nunca ficarão.

    Angela | Homepage | 25-03-2004 09:04:02

    Sob medida, mais uma vez. Tocou meu coração sobremaneira! Beijos!

    alan davis | Homepage | 25-03-2004 00:49:29

    Saudade gostosa… Beijosss

    GH | Email | Homepage | 24-03-2004 23:58:27

    Sem palavras… Só lágrimas solidárias. Bjo…

    Ful | Email | 24-03-2004 19:57:20

    Que lindo, querida, lindo mesmo. Senti saudades do meu avô e de uma amiga, levados aos pouquinhos, fazendo-me abrir os olhos pra vida de verdade, e pra morte. Mas vejo que ambos deixaram suas marcas, seu pedacinho em mim. E isso sim conforta, traz uma imensa saudade misturada com gratidão.:-)

    Taty | Homepage | 24-03-2004 17:34:23

    Ai, flor. Que coisa mais linda. De sentir. De escrever. De compartilhar… Obrigada.

    Patileine | Email | Homepage | 24-03-2004 16:15:08

    Guria! (Como se diz aqui no sul…) Tu não imaginas o quanto sou burro! Deveria dedicar-me mais e ler TODO o teu blog. Gosto muito do teu texto, tens o tom correto, senso de estilo, etc. e, mesmo quando és emocional, nunca cais naquela coisa melequenta de tantos blogs. Tua elegia de hoje é algo de tamanha sinceridade, de um sentimento (e saudade e sofrimento) tão real e consistente que me arrepiou. Meu pai – que perdi há 10 anos – esteve presente em toda minha leitura e gostaria de mandar-lhe tua carta. Meu medo também passou, não me sinto mais sozinho, o amor verdadeiro também me envolve. Beijo carinhoso.

    Milton Ribeiro | Homepage | 24-03-2004 00:36:11

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  4. Impossivel não comentar esse texto…Passei por isso tbm…tanta dor e tanta saudade…e agora lendo esse texto meus sentimentos conseguem ser traduzidos…
    Meus parabens….lindas palavras…Impossivel não chorar…

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  5. Mafalda querida e crescida, a Carta fez- me voltar á infância quando li, na 1ª série do primário, faz tempo, este poema para o dia das mães. Hoje tenho 42 anos e voltei no tempo, ótimos dias em que o cheiro da casa de mãe e seu colo, era tudo que tínhamos e o mundo era mais simples. Obrigado pela lembrança, um beijo e até. “continue criança”

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  6. “…o esquecimento não era bom, e que era uma arma das pessoas fracas. Você me disse que as pessoas fortes não esquecem, mas se lembram, e remexem, e remóem, até que seja fácil viver com tais lembranças.”

    Sempre me dizem para esquecer, para não pensar, não rever as lembranças, não mecher na dor…
    Mas o verdadeiro amor permanece para sempre vivo dentro de nós; e rever tudo pode até ferir, nos fazer chorar e sangrar por dentro, porém, de certa forma, nos faz ir superando tudo com o tempo, não para se acostumar e esquecer, mas para manter vivo o amor, recordar alguém que nos fez tão bem e acreditar em um reencontro, talvez, na eternidade.

    Não poderia deixar de comentar… seu texto é lindo, lindo, lindo!!! Parabéns! 🙂

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  7. Essa carta é de extrema beleza!…..Li com um interesse como a muito tempo não leio. Perfeito! Parabéns!….Abs…..Muita luz…..Uma paz especial…..Saúde perfeita………Milton Filho

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  8. Caros Senhores, durante muito tempo e ainda atualmente passo por maus bocados, perdi meu querido pai, que foi retirado de nossa família aos 49 anos de idade, por problemas cardíacos, após uma cirurgia de correção do miocárdio.

    Ele nunca esteve doente, de nada, era uma pessoa mui saudável, nem mesmo uma gripe.

    Mas, quem sabe, seu mal foi amar demais, até que um dia, um infarto, veio a deixá-lo internado por 18 intermináveis dias.

    Minha ligação com ele, sei, que era a mais forte, somos três irmãos, duas meninas e um menino, eu sou a filha do meio.

    Todos sofremos muito, mas acho, e sempre acho, que eu ainda não consegui superar a imensa saudade do meu amado pai.

    Sinto falta das nossas brigas, conversas, café da manhã juntos, e até do seu cigarro (motivo comum de nossos atritos).

    Gosto de ver textos dessa qualidade, sinto-me menos patética ao ver que esse amor tão verdadeiro, existe também em outros (as), essa saudade, que ao certo modo nos sufoca, também é forma de deixar a pessoa mais perto, mais próxima.

    No início, fiquei entrgue a sorte, para não dizer, de mau de Deus, e, hoje, humildemente, já não sinto aversão a Deus, mas gostaria de saber o motivo ( já que tudo é motivado) de sua partida tão prematura.

    Não foi fácil, não é fácil, mas um dos motivos de saída, foi que meu pai jamais gostaria de me ver triste, ou depressiva, mas saudade, isso não se dá para evitar.

    Em meus sonhos, sempre o vejo, geralmente, não nos cabe conversa, nos olhamos, e damos um forte abraço, como se ele quisesse dizer-me que não está longe, que nunca está longe ou mesmo que jamais estará. É quando vejo, que não estou só, e que mesmo minhas mudanças não nos afastaria, e sigo tanto seus passos que me confundo com sua pessoa.

    É uma admiração, ele sempre foi meu herói, e ainda quando durmo, sinto seus cafonés, e não há um dia em que eu não pense nele, sempre tão sorridente, me mostrando sempre o lado bom, tendo sempre uma palavra amiga e consoladora.

    Tentarei nesta vida, ser tão significativa para alguém como foste para mim Papai.

    Vai com os anjos, vai em paz>>

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  9. Querida, viajei em suas lembranças… Achei seu Blog por acaso.
    Seu texto me fez chorar de saudade da minha infância com minha amada avó que, Graças à Deus, ainda a tenho por companhia. E me fez ter medo de perder meu pai, homem que mais amo neste mundo…

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  10. já amava esse texto do Drummond, e você acrescentou uma coisa muito boa, amo tua carta, você é maravilhosa, tudo de bom vai acontecer na tua vida, um forte abraço, e confie em Deus. ele sabe o que faz.

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