( MAIS ) FRAGMENTOS DE ( FIM DE ) FÉRIAS

( MAIS ) FRAGMENTOS DE ( FIM DE ) FÉRIAS

Sei que é chato gente que reclama demais. Mas dane-se, se é preciso, vou reclamar até cansar.

* INCOMPREENSIBILIDADES

Bons tempos aqueles em que os professores tinham duas férias decentes por ano. Alguns incautos achavam que era uma moleza, mas não era não. O nosso trabalho é deveras desgastante ( claro, quando é feito de verdade ). Muito mesmo. Ele é intelectual, físico e emocional, em grande e larga escala, todo o tempo. E, pelo salário que ganhamos, a maioria de nós precisa trabalhar no mínimo em duas escolas para conseguir atingir um orçamento pelo menos aceitável. No mínimo, duas. Conheço gente que trabalha em quatro, cinco escolas, em quatro períodos, e ainda faz trabalhos extras aos sábados e domingos. Isso faz com que os meus colegas professores sejam os campeões de licença saúde nos quadros do funcionalismo estadual e municipal, e as causas são muitas, mas previsíveis. Depressão, estresse, rouquidão, dores na coluna, e milhares de problemas de origem claramente somática – soma das frustrações e impossibilidades da profissão. Dá tristeza ver isso, assim como dá tristeza ver o descaso que o governo tem com a greve dos professores universitários, que já se arrasta por alguns meses. Fosse greve de metalúrgicos, ou de motoristas e cobradores de ônibus, ou de metroviários, ou de qualquer outra categoria que causasse prejuízos financeiros à sociedade, a coisa seria diferente. Mas quem dá bola pro ensino brasileiro? Bah, que bobagem. Que fiquem mais meses de greve, que ninguém se importa. Pelo menos ninguém que deveria se importar.

Hoje, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Brasileira reza que os alunos precisam ter, pelo menos, 200 dias de aula no ano. Resultado – professores cansados, alunos mais cansados ainda, e pais felizes por ter onde depositar seus filhos por mais 20 dias no ano ( sim, porque há muitos pais que não suportam seus filhos em casa e dão graças a Deus que haja uma escola pra deixá-los ). Nesses dias a mais, pouco ou nada é feito – apenas enrolação. Qualidade de ensino, que é bom, pouco, ou muito pouco. E com isso, as férias de julho, que eram as minhas preferidas por causa do frio que eu amo tanto, foram sacrificadas. Só 15 dias, e olhe lá.

Este país só não é mais hipócrita por falta de espaço, e olha que é o quinto maior país do mundo.

* O QUE FALTA

Lá está, 3000 peças encaixadinhas e unidas, formando o quadro de uma paisagem bonita. Meu quebra-cabeça gigante montado. Ou melhor, quase. São 2999 peças montadas e encaixadas.

Desta vez, quase achei que não ia conseguir. Acho que perdi a prática. Separei as peças, tentei, tentei de novo, e fui indo. Não importa os estratagemas, técnicas e intuições necessárias pra terminar o quebra-cabeça – ele ficou pronto. Uma ajudinha aqui e ali, mas a maior parte fui eu mesma quem teve que montar. E duas semanas depois, lá está aquele monte de fragmentos formando um todo lógico e harmonioso. É boa a sensação de chegar ao fim de uma tarefa tão difícil.

O fato é que, terminado, percebi um buraco não preenchido, bem no centro. Era a peça que faltava. Uma parte da torre do castelo, que não estava lá. Procurei a peça em tudo que foi canto. Embaixo do sofá, atrás do fogão, no meio das roupas, debaixo do tapete, nos vãos da mesa. Não achei. A peça, tão pequenininha, se perdeu de mim e das outras.

Não há por que ficar triste, afinal, o que é uma peça no meio de outras 2 999? Apenas um pedacinho. Mas um pedacinho que faz falta, que impede a imagem de ser completa, que impede a sensação de dever cumprido, que faz o esforço parecer inútil e que tira a graça da coisa toda. Uma peça apenas, e todo o resto encaixado parece sem sentido.

Na minha vida há uma peça faltando. Fragmentei e refiz muitas imagens, muitas memórias, muitas características minhas, muitas coisas que não pareciam bem encaixadas, e foi bom todo esse esforço. Agora, em teoria, era hora de enquadrar essas imagens e partir para uma nova fase com outros desafios. Mas tenho tido a constante sensação de que falta uma peça pra que tudo faça sentido. Uma única peça, que eu não consigo encontrar, que não sei como fazer para que venha fazer parte de todo o resto. E não é por falta de esforço. Eu tento, tento, tento encontrar, descobrir o que é, mas não consigo. Não faço a mínima idéia de onde está. E isso faz um buraco muito maior e mais profundo que aquele que eu vejo lá, bem no meio do meu quebra-cabeça montado.

Tsc.

* O QUE SOBRA

Apesar do cansaço, da chefe chata, das dificuldades, e da vontade de ficar um pouco mais nessa fase de recolhimento, sinto falta dos bebês pequenos. Eles são fofos, e acho que reencontrá-los amanhã vai ser bom. Trabalhar é muito ruim pra não ser bom.

* MARÉS

Eu nunca acreditei em azar, mas que existe, existe. Há fases ruins. Nos últimos dias, muita coisa deu errado. Pessoas que eu gosto adoeceram, não consegui chegar a lugares aos quais precisava ir, acabei me enrolando com compromissos, magoei sem querer, arrombaram meu tomatinho e levaram o rádio ( deixando no lugar dele um prejuízo financeiro com o qual eu não contava ), meu celular pifou, minha conta estourou, problemas de documentação, de adequação, de sentimentalismos inúteis, de saúde, de tudo. O que era pra ter sido descanso e leveza foi um poço de tristeza, canseira e falta de perspectiva.

A única coisa boa de uma fase ruim é que é fase. E como fase, passa. Assim espero.

* ARANHA ARRANHA A JARRA

E no meio de tanta coisa estranha que aconteceu, fui ver o Homem Aranha. Fui porque era filme obrigatório, daqueles que todo mundo vê, então eu também vejo pra saber do que se trata, pra saber o que move as multidões de pessoas como eu de casa até o cinema. Graças a Deus, minhas doses de preconceitos e restrições são baixíssimas no quesito filmes na telona.

E a surpresa aconteceu – o filme é bom. Muito bom. Bem melhor que o primeiro. Pra quem tem olhos atentos, pode ser muito mais que um amontoado de efeitos especiais. A crise de identidade do rapaz – que não se decide entre ser apenas Peter Parker, o nerd, ou o tal do Homem Aranha, o bom – é angustiante. Essa coisa de dom, destino, responsabilidade, altruísmo, sonhos impossíveis, conciliações, etc e tal são questões recorrentes nos heróis modernos, que no fundo nada mais são do que remakes dos heróis de sempre. E questões recorrentes pra todos nós também. Valeu o ingresso.

* A MAIOR DÚVIDA DE TODAS

Por que me envolvo com rapazes que insistem em não considerar meus sentimentos e necessidades e pisam pontualmente na flor delicada que eu guardo aqui dentro? Por que esses tipos se quer percebem que fazem isso? Por que escolho essas pessoas pra dedicar meus sentimentos, eles, que escolhem tudo e todos, menos eu pra agradar ou fazer feliz? Será que é verdade essa história de gostar de homem malvado ( pior, homens que parecem bonzinhos mas no fundo são muito malvados )? Por que tantas moças legais que eu conheço estão se perguntando exatamente isso neste exato momento?

Dramático, porém real. Muito real. Chuif.

* O MELHOR PROGRAMA

O cinema faz isso. Um filme bobo, mas divertido pode mudar seu dia e fazer rir até doer o estômago, quando você só queria chorar. Um filme piegas, mas romântico, pode acender seu coração e fazer acreditar no carinho entre as pessoas quando tudo a sua volta diz que não dá mais pra investir. Um filme barulhento, mas agitado, pode entreter sua cabeça e fazer sair do cinema achando uma maravilha ser um herói brutamontes. Um filme difícil, mas dramático, pode abalar suas estruturas e fazer colocar sentimentos em cheque quando você cansou de sentir. E todos eles podem fazer a cachola funcionar a toda, e a emoção vir a mil. O cinema não é bom porque é um tipo nobre de arte, nem nada do tipo que certos intelectuais adoram falar. É bom porque comunica coisas, e tira você do mundo por algumas horas – em suma, entretenimento.

Se, apesar do preço absurdo do ingresso, junto com o filme na telona, tiver jujuba, chocolate, pipoca, suco de tangerina e um amigo ou amiga maravilhos@ do lado… Aí fica perfeito.

Como é bom ter amigos que vão com você ao cinema e aguentam as suas chatices.

Avant.

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22 comentários sobre “( MAIS ) FRAGMENTOS DE ( FIM DE ) FÉRIAS

  1. Nossa, qta coisa, menina!

    Desabafa mesmo, o blog é seu e vc fala o que quiser! E nóis lê com gosto, hehe.

    Essa sua fase ruim vai passar, sim, me corta o coração pq vc não merece tanta coisa ruim que tem acontecido, mas vc é forte e mto, mto especial, tanto que consegue ver além dos problemas… Esse seu post é prova disso.

    Os rapazes… Já te disse, é assim: uma pessoa assim, diferente da maioria, demora pra encontrar uma outra pessoa que esteja a altura, a maioria dos caras é medroso mesmo e não banca mulheres do seu tipo, do meu, pelo contrário, tem medo de nós. Lembra a história das melhores maçãs que estão no topo da árvore, e tal? Vamos continuar acreditando que demora, mas acontece, pelo amor de Deus, tem que dar certo, hehe…

    Pra constar, eu adoro ir no cinema com vc, é sempre mto bom, o antes, o durante e o depois do filme… Vamos repetir a dose semana que vem???

    Força no trabalho, e saiba que eu te amo mto, viu?

    Bjo!

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  2. É… vc disse tudo! E o que acontece aos professores, acontece também a nós, profissionais da saúde. A Universidade onde trabalho está em greve (só os funcionários não professores, como é o meu caso), mas nós lá no hospital não paramos, porque a população jamais entenderia como lutar por algo e sim como um bando de vagabundos a quem “eles pagam” pra não “fazer nada” e… enquanto isso, o hospital está sendo privatizado… mas a população só vai entender isso depois de consumado!

    Concordo com a “Dri” sobre as maçãs nos topos das árvores, mas o que angustia é que cada vez mais as pernas ficam fracas pra continuar subindo nesse verdadeiro “pau de sebo”… rs… o jeito é não esquentar a cabeça com isso…

    Beijocas!

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  3. Mafaldinha: Puxa, um elogio daqueeeles (que escrevo muito bem) vindo de ti é pra ficar com um sorrisão desse tamanho. Afinal, tambem sou teu fão… e você sabe disso. Como foi o fim-de-semana? O meu foi bacana: fui pruma fazenda no interior da Bahia, andar a cavalo!! Tô todo dolorido, mas valeu à pena. Beijos grandes, moça!!

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  4. Sabe de uma coisa?
    Uma vez, quando tinha 10 anos de idade ganhei aquele livrão da Mafalda “Toda a Mafalda” e o convívio com ela me marcou com sua dureza. Ser professora é difícil, se relacionar também o é. Mas viva a Mafalda! Considerei seu texto uma avalanche. É bom até xingar de vez enquando, mas com leveza…entende? Me honraria muito se vc uma hora desse um pulinho no meu blog. Minha avalanche é em cima do protagonista da estoria que tenho escrito, o pobre Fernando Estrada.

    Abraços do Olinto

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  5. Compartilho com cada revolta sua! Não foi á toa que a procure tanto, pra dizer que as minhas revelações estão novamente no ar… com força total e rebeldia tb. Impossível não me identificar com vc, menina! Um beijo, cheinho de saudades!

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  6. Não se preocupe que é tudo fase, como vc disse, vai passar…

    Sobre o homem aranha, devo ter algum problema, azhoq ue não sou como todo mundo, pq não tenh a menor intenção de assistir esse filme… não gosto.

    Bja e boa semana !!

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  7. Querida, sem falsa modéstia me arrisco a dizer que, estivesse eu no Brasil, ia te mostrar de qqer jeito que a peça que falta no quebra-cabeça da sua vida sou eu. 🙂 Não vou ser egoísta… Torço pra que encontre alguém mto legal que não seja babaca pra te fazer rir e te fazer compania no meio de tantos problemas.

    Senti vc mto triste pelo que aconteceu com o seu carro, é realmente uma estupidez, mas reaja… Logo vc arruma outro rádio pra te fazer compania. :)))

    Bjo, moça querida, eu adoro vc…

    Bjo tb pra Carlinha, meu segundo amor brasileiro.

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  8. Miga, vou tentar comentar na ordem, tá?
    Escreva o q quiser. É mais q direito, é dever. Escrever insinceridades sux :). Essas regras da educação no Brasil eu não entendo, consertos aleijados pra um sistema deficiente. Essa coisa de faltar um pedaço tem martelado muito minha cabeça, dum jeito de poesia de Florbela Espanca, como se faltasse 1/3 do quebra-cabeça. Acabei de ver Garfield, Homem-Aranha foi pra escanteio e tal, infelizmente. Sobre a dúvida… no meu caso, acho que é porque o q eu quero não exponho, pode até ser óbvio, mas a culpa é minha mesmo, de ser besta ^^ Enfim, muitos beijos.

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  9. Eu ia comentar que adoro ir no cinema com vc, e falar pra vc não esquentar a cabeça com os caras podreras que vc arruma pq eles não merecem uma preocupaçãozinha mínima tua, e falar um monte de coisas mais, mas chego aqui e dou com o comentário desse outro aí se achando a última bolacha do pacote, e não consigo evitar de dizer – SE ENXERGA, MALANDRO! ahahahaha Como pode isso???? E ainda dá de cantar a minha paquera, adorável Carlinha!!!!!!!! Que absurdo!!!!!!! Acho que vou pegar um avião só pra dar um murro bem dado, que tá merecendo!!!!

    Karininha, força. O tempo vai passar e vc vai ver como isso td apenas são um monte de coisinhas miúdas vindo pra te desviar a atenção. Tal como a moça disse aí, o chato do gostosão internacional, e mais um monte de gente… Vc é mto, mto amada, inclusive por mim!

    Bjo, bjo, bjo….

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  10. Nada como um desabafo inteligente. Seguimos juntos nas perdas e ganhos. Lamento informar que essa peça deve aparecer quando você conseguir esquecer dela; muitas coisas na vida são assim… É preciso largar para conseguir tocar. 😉
    Beijo grande.

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  11. Oi Mafaldinha!
    Como você mesma falou… é fase… e passa! 😦
    E sobre a peça do quebra-cabeça, lembrei de um texto que meu ex me mandou esses dias… Vou encaminhar para o seu e-mail, é bem interessante e tem tudo a ver!
    Beijos! E boa volta ao trabalho!

    Ps.: Meninos! Não briguem! A gente pode combinar um revezamento, e tal… hahahaha. Beijos para os dois!

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  12. Calma, calma que tudo acaba passando. A melhor coisa é ficar perto dos amigos de verdade e das pessoas que a gente, simplesmente, ama. Com isso no lugar, fica muito mais fácil até achar a última peça do quebra-cabeça. Beijo pra vc!

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  13. Quanto assunto!!! Tou eu aqui de volta. E adoro tuas visitas, volte sempre, comente sempre. Sobre homens que machucam, tb as mulheres, cheio de meninas boazinhas que se revelam malvadas. O universo é meio torto neste sentido, como dizem por aqui, “geral não se encontra”.

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  14. Sobre a causa professor, prefiro a quietude, não por ausencia de conciêcia do fato, mas porque a situação não cabe em palavras simpáticas.

    Sobre o quebra-cabeça, sempre falta uma peça mesmo. Não adianta ficar procurando ela por ai, por debaixo das coisas, dentro das gavetas. Não pense que a procura não faz sentido, mas talvez você estava só procurando no lugar errado.
    Isto me lembra bastante mafalda, me lembra alice e o pricipizinho cabelos cor de ouro. E me lembra muito e com mil motivos a musica tema de karekano:

    Oque voce procura? Algo dificil de encontrar?
    Dentro da Mala, dentro da escrivaninha,
    Mesmo procurando, voce nao acha.

    Voce ainda procura? Ao inves disso, por que
    nao vem dançar comigo?
    Para dentro de um sonho, para dentro de um sonho,
    voce nao quer ir?

    Nao se permitindo descansar, parando0 de sorrir,
    Teimosamente, teimosamente
    Afinal o que voce esta procurando?

    Quando desistir de procurar, me fale sobre o que
    voce encontrou
    [ porque é sempre assim, quando paramos de procurar]

    Vamos dançar, para dentro de um sonho
    Voce nao quer ir?
    O que voce procura? AINDA QUER PROCURAR?
    Para dentro de um sonho, para dentro de um sonho,
    voce nao quer ir?

    Bom Querida Mafaldinha ;D
    Vou indo então, mas lembre que apesar de estarmos longe não precisamos estar distantes.

    Te Adoru muito já, e fico feliz de já ter sua amizade.

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  15. Nossa, querida! Qta coisa acontecendo ao mesmo tempo…

    Esses rapazes, hein?! E nós então?! Ninguém gosta do que está fácil… e isso é certo tanto indo qto vindo, rs…

    Espero que encontre a peça do seu quebra-cabeça… mas se não encontrar, faz uma vc mesma! Na vida, o que vale é inventar…

    Beijão enorme pra vc!

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  16. Fiquei MUITO, MUITO, MUITO estarrecido com sua perda da 3000ª peça! É, não é em vão, tenho certeza de que para algo serviu essa sua empreitada, apesar de lhe faltar a sensação de dever cumprido. Dá até pra filosofar em cima disso, não? O que seria como uma 3000ª peça na vida? E que falta ela nos faz para nos completar enquanto seres humanos?… rs….
    Beijo!

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  17. Mafalda….
    O que vc escreveu sobre nós, professores, é a mais pura verdade…. por que será, então, que a gente continua nessa???
    Esse meu questionamento bem que poderia ser o título de mais um de seus artigos, não??

    Brigada por teu comment no meu blog! Ele anda bem mal divulgado, hehehehe. Eu escrevo poesia desde os 9 anos, ou seja, desde a maior parte da minha vida!
    Beijão!
    Ivana

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