DROPS DE ABACAXI AZEDO

Sobre o meu cansaço… No Mondo Redondo.

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MAIS LEMINSKI…

Paulo LeminskiDias atrás falei de poesia, e de Paulo Leminski, impressionante poeta. Hoje, ele topou de novo comigo, através de uma formadora do Instituto Avisa-Lá, que está nos assessorando no trabalho. Ela leu pra nós um poema, e mostrou um livro… Reapaixonei-me, lindo.

Copiei alguns pequenos trechos, o que deu… Decidida a comprar o livro assim que der. E queria que esses trechos ficassem guardados em algum lugar especial. Então, aí estão.

o amor, esse sufoco
agora há pouco era muito,
agora, apenas um sopro

ah, troço de louco,
corações trocando rosas,
e socos

você está tão longe
que às vezes penso
que nem existo

nem fale em amor
que amor é isto

sossegue coração
ainda não é agora
a confusão prossegue
sonhos afora

calma calma
logo mais a gente goza
perto do osso
a carne é mais gostosa

RAZÃO DE SER

Escrevo. E pronto.
Escrevo porque preciso,
preciso porque estou tonto.
Ninguém tem nada com isso.
Escrevo porque amanhece,
e as estrelas lá no céu
lembram linhas no papel,
quando o poema me anoitece.
A aranha tece teias.
O peixe beija e morde o que vê.
Eu escrevo apenas.
Tem que ter por quê?

meus amigos
quando me dão a mão
sempre deixam
outra coisa

presença
olhar
lembrança
calor

meus amigos
quando me dão
deixam na minha
a sua mão

PENSAMENTOS VESPERTINOS SOBRE O AMOR

Toda vez que eu escuto o Elvis cantando “Can´t Help Falling in Love” daquele jeito, o meu coração derrete. Aquele jeitinho dele de entoar as notas quase chorando, aquele pianinho no fundo, aquelas vozes masculinas cantando suave, contrastando com a voz forte do cantor dos cantores, que parece que vem parar aqui dentro do meu ouvido… Nossa, é de arrepiar. E quando ele termina, eu penso que não dá pra resistir a ouvir de novo, e de novo, e de novo.

“Wise man say only fools rush in…
But I can´t help falling in love with you…”

Então eu lembro de coisas que pensei antes de topar com essa canção nesse restinho de tarde quente e silenciosa. Pensei que, de repente, o que algumas pessoas dizem e fazem pode ser verdade. Talvez eu seja muito ingênua e crédula, talvez eu tenha perdido muito tempo acreditando no amor e nas pessoas, talvez eu devesse me cansar de ficar tentando e ser mais prática. Talvez eu confie rápido demais na capacidade de amar as pessoas, e tenha que aprender a ser mais cautelosa e não me envolver tanto e nem por completo. Talvez eu devesse ficar com medo de recomeçar, já que me ferrei tantas vezes, já que fui traída, trocada, preterida, magoada, deixada de lado, abandonada outras vezes. Talvez eu devesse entender e aceitar que quase todos os rapazes que eu escolhi pra ter algo comigo antes foram indecisos, fracos e egoístas, e que eu esperei demais e dei quase tudo pra ter muito pouco de volta. Talvez eu devesse fazer coro com parte dos meus amigos e amigas que achou melhor a solidão, ou com outra parte que achou melhor evitar as dores e problemas com um par morninho, ainda que isso signifique viver a vida sem essa dose intensa de adrenalina e emoção que a paixão provoca. Penso que talvez eu queira demais da vida querendo um romance… Talvez seja melhor um relacionamento simples, sem calda de morango e chantilly. E ponto final.

“Shall I stay,
Would it be a sin…
If I can’t help falling in love with you…”

E então eu começo a pensar em outras coisas enquanto ouço o Elvis cantar. Penso que eu adoro ser assim, do jeito que eu sou, é uma delícia. Penso que eu sou dessas que não conseguem evitar mesmo, e por que deveria? Eu mereço me derreter ouvindo a canção do Elvis. Não preciso ser esperta, e nem madura, e nem safa, se o meu coração assim pedir. É tão bom estar apaixonada, é tão bom perder o sono e a fome por causa de alguém especial, é tão bom ter sonhos e fazer planos, é tão bom ceder e se preocupar em agradar alguém. Penso que pra mim é inevitável, não dá pra segurar essa enchente de sentimentos e sensações deliciosas. Não dá pra evitar mesmo tendo sofrido, porque se não sofro de um jeito, sofro de outro. Penso que é maravilhoso sentir aquele monte de borboletinhas voando dentro da minha barriga. E não se trata de romances com carruagens, viagens caras, presentes, discussões intelectuais profundas, não é nada disso, não. É só alguém pra beijar e abraçar numa noite divertida, alguém pra mimar, pra ajudar, pra compartilhar segredos no telefone de madrugada, alguém com quem eu possa dividir os meus amigos, alguém pra sentir falta, em quem eu possa confiar sem receio de me magoar, ainda sabendo que todo mundo magoa de vez em quando, inclusive eu. Não é um conto de fadas, mas é a minha história. E que se dane a minha necessidade de segurança. Ela é uma poça perto desse mar que passa dentro de mim… Uma pocinha bem pequenininha. Penso nas minhas feridas… Elas dóem. Mas só a mão de alguém carinhoso e disposto ao amor pode curá-las. Ainda que seja pra criar uma outra ferida depois… Pelo menos será uma ferida nova.

“Like a river flows surely to the sea,
Darling so it goes –
Somethings are meant to be…”

Encosto na janela e fico vendo as pessoas andando na rua. Vejo um casal adolescente passando, ele carregando os cadernos dela com um braço e com o outro protegendo-a num abraço. Vejo uma senhora pregando roupas no varal, acariciando-as com cuidado, e cuidando das plantas do quintal. Vejo um pai passando com um molequinho apoiado nas costas ( que ficando alto daquele jeito erguia o peito como se fosse o menino mais poderoso do mundo – e era ). E vejo uma moça sentada perto da janela, olhando pro infinito. Que será que ela está pensando? E então vem aquela idéia de novo, na verdade a vida é simples. E minhas pretensões igualmente simples.

“Take my hand
Take my whole life too…
For I can’t help falling in love with you.”

Então eu penso no Vinícius, que não era tão lindo nem cantava tão bem quanto o Elvis, mas que escrevia coisas lindas. E penso que ele escreveu uma vez, “é melhor se sofrer junto que viver feliz sozinho”. O Vinícius, o Elvis, aquele casal adolescente, eu e todo mundo que eu conheço, todos nós, em algum momento da vida, cremos no amor. E uma vez que confiamos, fomos machucados por ele, porque é assim que funciona. E alguns de nós voltamos a crer, e outros não. A diferença é que alguns de nós juntam os caquinhos e colam, machucados e decepcionados, sim, mas prontos pra acreditar de novo com o coração aberto – um coração mais maduro. E outros ficam a vida inteira olhando para os caquinhos, lamentando-se por eles, com medo de ter um trabalhão pra juntá-los e alguém quebrar de novo. Respeito isso, tanto quanto respeito a mim mesma.

E penso, antes de desligar o rádio e voltar pra correria da minha vida, junto com um suspiro, que é bom que o meu coração se mostra assim, prontinho pra amar novamente. E é bom que ele procurou por alguém… E encontrou. Se é alguém pra amar, ou se é alguém pra tentar… Eu não sei. Mas é alguém. E é bom suspirar de novo ao ouvir o Elvis… Nossa, como é bom. 🙂

EXPEDIENTE

* Para quem perguntou, respondo: o template do blog ainda não está pronto, esse é só um teste. Aguardem. 🙂

* Pessoas, acabei montando um fotolog. 🙂 Quem quiser ver meu álbum de fotos dá uma passadinha .

IDENTIDADE

Essas são algumas coisas bestas e esquisitas a saber sobre mim.

* Não deixe uma caneta barata ou um lápis de escrever na minha mão: eu mordo, mordo, mordo até detonar.
* Segundo minha cabeleireira e eu mesma, tenho apenas 4 fios de cabelo branco misturados nos meus trilhares de fios negros ( meu cabelo não tem nenhum tipo de química ).
* Eu falo sozinha. Muito. E falo dormindo também. Pode conversar e perguntar o que quiser saber de mim durante o meu sono, que eu conto e nem vou lembrar que contei no dia seguinte.
* Adoro salada de tomate, especialmente o caldinho que fica depois no prato.
* Não gosto muito de ler, principalmente livros difíceis e longos, mas adoro comprar livros.
* Já perdi 7 óculos num período de 4 anos – e foi aí que resolvi usar lentes de contato.
* Odeio ir ao médico, só vou quando estou morrendo.
* Não sou fotogênica.
* Esqueço datas de aniversário. Teve um ano que até o meu eu esqueci.
* Nas minhas impressões digitais dos dedos, tenho dois arcos.
* Sou desligada e sossegada na maior parte do tempo. Ansiedade é um mal que raramente me ataca.
* Não tomo café, de jeito nenhum. Nem pra agradar sogra.
* Não tenho orelha furada. E não uso colar, nem blusa de gola alta. Me dá aflição algo pegando no meu pescoço, a não ser em situações MUITO específicas. Hehe.
* Eu mesma faço minhas unhas da mão, e não tenho paciência pra ficar muito tempo no salão de beleza.
* Meu pai se chamava Pedro Álvares Cabral.
* Meu ovo frito tem que ter gema dura.
* Quando fico apaixonada, perco completamente a concentração pra maioria das coisas.
* Um dos meus esportes favoritos é comprar lingerie, de várias corezinhas e modelos.
* A esmagadora maioria dos homens que já beijei na vida tinham nomes que começavam pela letra A.
* Sou enjoada pra sucos. Gosto de poucos sabores.
* Não sinto frio nos pés, durmo com eles pra fora do edredon.
* Desde que roubaram meu rádio do carro, eu uso um radinho de pilha pra me fazer companhia no trânsito.
* Morro de rir assistindo o Chaves, e vejo novela mexicana. Sem nenhum tipo de culpa.
* Escuto o “Love Songs”, da Rádio Sucesso, antes de dormir.
* Meus relógios estão sempre adiantados 5 minutos. E o meu despertador toca vinte minutos antes do meu horário de acordar. Uso esse tempinho só pra mim.
* Adoro dar uns amassos no carro.
* Tenho medo de tobogã.
* Tenho vários cds considerados bregas, incluindo Chitãozinho e Xororó, Fábio Jr e SPC. E de vez em quando, escuto.
* O filme da Disney que mais gosto é “A Bela e a Fera”. Em segundo lugar está “A Pequena Sereia”.
* Cheiro de incenso me dá uma vontade incontrolável de espirrar.
* Sou curiosa e discreta em proporções torturantemente iguais.
* Pelo menos uma vez enquanto estou mordendo um chocolate ou algo que estou achando muito gostoso, eu fecho os olhos.
* Amo quando chega o frio e posso usar touca.
* Não tenho ( mais ) animais domésticos.
* Quando estou sozinha e dadas certas margens de segurança, gosto de dirigir rápido, muito rápido.
* Apenas uma pequena parte dos meus dentes é permanente. Não caíram os meus dentes de leite, estão aqui até hoje.
* Adoro quando o moço beija e suspira perto da minha orelha.
* Quando fico irritada, fico quieta, mordo os lábios e viro os olhos pra cima.
* Fico extremamente triste no natal.
* Faço tricô, crochê, bordado e tapeçaria.
* E ao contrário da Mafalda original, adoro sopa. Nham.

É, ao mesmo tempo, assustador e delicioso pensar na infinidade de detalhes que faz uma pessoa ser como é, ser diferente das outras. Religião, time de futebol, opinião sobre a ALCA, profissão, estado civil, tipo físico, todas essas coisas são importantes e fundamentais pra saber algo de alguém. Mas é nos detalhes, nas pequenas coisas, que a especialidade se dá. É no jeito de mexer no cabelo, de piscar os olhos, de sorrir, de enrolar a língua, de fazer careta… E nas pequenas manias, nos pequenos trejeitos, nas pequenas falas do dia-a-dia, nos pequenos gestos para consigo e para com os outros que a imagem de uma pessoa se forma. E, quase tão legal quanto conhecer alguém, é se deixar conhecer a fundo, nesses detalhes.

Bem, tudo isso é pra dizer que parte das mudanças do blog é eu começar a assinar os posts com o meu nome, Karina. O nome do blog permanece, assim como a minha paixão pela Mafaldinha do Quino. Mas vou me sentir melhor se ver o meu nome assinado embaixo de impressões escritas tão pessoais como as que tenho dividido com vocês aqui neste espaço durante todo esse tempo. Prazer em conhecer… E ser (re) conhecida. 🙂

DROPS DE MARACUJÁ

DROPS DE MARACUJÁ

* O Mondo Redondo se mobilizou ultimamente pra rodar no eixo de dois temas – os sete pecados capitais e as sete virtudes. A série ficou ótima, quem não conferiu, perdeu ( mais ainda pode ler rolando a tela pra baixo ). A mim, coube a honra de falar sobre a fé. Espero contar com a leitura de vocês. Passa !

* O visitante 25 000 comeu bola, e quem levou o prêmio do GRANDE CONCURSO DO VISITANTE 25 000, na verdade, foi o visitante 25 001 – o moço Pedro Kalluf. Em breve você estará recebendo notícias minhas via correio, queridão. Adorei que tenha sido você, um visitante frequente, quem tenha ganhado. E obrigada a todos que colaboraram visitando e fazendo comentários tão lindos e emocionantes. :-)))))))))))) Vocês são muito fofos e me deixam mimada. rs Mas não é ruim… Podem continuar. Hehe.

POR QUE VALE A PENA GOSTAR DE BLOGS

POR QUE VALE A PENA GOSTAR DE BLOGS

Porque nos blogs você encontra:
( Passe o mouse pra saber quem é )

* Mimo
* Romance
* Talento
* Criatividade
* Tempero
* Humor
* Carinho
* Escracho
* Sinceridade
* Erudição
* Informação
* Espontaneidade
* Conjunções Astrais
* Olhar
* Amigos
* Observações
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* Amizade
* Sorrisos
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* Poesia
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* Simplicidade
* Sentimento
* Conselhos
* Notícias
* Acertos
* Perspicácia
* Rock
* Revelações
* Paixão

Claro que tem muito mais. Claro que esqueci alguém. Claro que tem as pessoas que não têm blog, e são tão queridas e geniais quanto essas citadas. Claro que, por mais que eu escreva e escreva, nunca vou conseguir dizer o quanto gosto de muitas dessas pessoas incríveis aí de cima. Claro que estou feliz pelas amizades e amores que deixaram o plano virtual e partiram para o real só por causa deste blog, e pelas amizades e amores reais que se fortaleceram com mais esse jeito de comunicação, mais essa forma de trocar carinho. E por tudo isso… Claro que estou contentíssima e honrada por participar desta blogosfera. Estou muito orgulhosa do Mafalda Crescida… E feliz por vocês virem sempre aqui me dar o prazer da companhia dos pensamentos, a mais preciosa de todas.

E claro que sou muito grata por essas 25 000 visitas. Obrigada, queridos. Vocês são demais. 🙂

ORAÇÕES

ORAÇÕES

Tenho estudado e pensado bastante sobre a fé e os seus mistérios ultimamente. E descobri que, todas as vezes que falei com Deus ou alguma espécie de força abstrata na vida, não foi em forma de rezas prontas. Talvez porque nunca fui católica, talvez porque não conheça muitas rezas, elas não façam sentido pra mim. Nada acontece comigo quando repito coisas, mas quando sinto e penso profundamente sobre elas. Sempre que fiz uma prece, preferia falar de mim e do que acontecia comigo como quem fala com um amigo, com um pai, com uma irmã. Pra mim, isso essencialmente é fazer uma oração.

Porém, alguns momentos são confusos e distantes. E não há como verbalizar coisas que estão acontecendo na inteligibilidade dos sentimentos, das sensações, das dores e alegrias. E não há quem não precise de palavras. Nessas horas, é bom ler algumas orações que outras pessoas escreveram, porque nelas fica claro o que estava escuro antes.

Nem toda oração é religiosa, mas sempre traz algo de sagrado. Algumas dizem respeito aos homens, outras são feitas de nós para nós mesmos, outras vêm de inspirações divinas e inexplicáveis. Algumas orações para mim ficaram, por eu ter conhecido em momentos especiais da minha vida em que não conseguia dizer nada com minha própria voz, minhas próprias palavras.

A primeira delas, a oração da Gestalt, conheci quando fazia Psicologia. Perls foi um estudioso da alma humana, tal como Freud, Jung ou Skinner. E desenvolveu uma versão interessante da Psicanálise, que ele chamou de Psicologia da Gestalt, onde a maior intenção é buscar o equilíbrio entre o que vem de dentro e o que se apreende de fora – a homeostase. Ele sintetizou algumas de suas idéias nesta oração, que é mesmo entoada como se fosse um preceito religioso, que, segundo ele, deveria reger essa coisa esquisita que é a relação entre os seres humanos. Exatamente porque o conteúdo da Oração da Gestalt é de suma importância, de fácil compreensão, mas de difícil assimilação… Já a repeti muitas vezes na vida, em silêncio, para aquietar minha mente. Em muitos momentos ela me soou agressiva, mas hoje não consigo imaginar algo mais sereno, tranquilo e verdadeiro.

Oração da Gestalt
Frederick Perls

Eu faço minhas coisas, e você faz as suas.
Eu não estou neste mundo para viver as suas expectativas.
E você não está neste mundo para viver as minhas.
Você é você, e eu sou eu.
E, se por acaso, nós nos encontrarmos, será ótimo.
Se não, nada se pode fazer.

Por falar em serenidade, a Oração da Serenidade, clássico símbolo de organizações como os Alcoólatras Anônimos e o Al-Anon, é tão doce quanto triste. Nessas palavras, escritas por Reinhold Niebuhr, há muita verdade. Essas quatro coisas – mudança, coragem, serenidade e sabedoria – junto com a saúde, são o que garantem uma vida mais ou menos aceitável. Tenho muito respeito por organizações como o A.A.. E mais respeito ainda pelo que significou pra mim conhecer a Oração da Serenidade.

A Oração da Serenidade
Reinhold Niebuhr:

“Deus, dai-me a serenidade para aceitar as coisas que eu não posso mudar…
Coragem para mudar as coisas que eu possa…
E sabedoria para saber a diferença.”

Essa foi a oração que aprendi quando criança. Ela diz tudo. Mas aqui está de um outro jeito… Recontada pelo Rubem Alves.

Pai Nosso
Rubem Alves

Pai… Mãe de olhos mansos.
Sei que estás invisível em todas as coisas.
Que o teu nome me seja doce, a alegria do meu mundo.
Traze-nos as coisas boas em que tens prazer:
o jardim, as fontes, as crianças, o pão e o vinho,
os gestos ternos, as mãos desarmadas, os corpos abraçados…
Sei que desejas dar-me o meu desejo mais fundo, desejo cujo nome esqueci…
Mas tu não esqueces nunca. Realiza, pois, o teu desejo para que eu possa rir.
Que o teu desejo se realize em nosso mundo,
da mesma forma como ele pulsa em ti.
Concede-nos contentamento nas alegrias de hoje,
o pão, a água, o sono…
Que sejamos livres da ansiedade.
Que nossos olhos sejam tão mansos para com os outros
como os teus o são para conosco.
Porque se formos ferozes não poderemos acolher a tua bondade.
E ajuda-nos para que não sejamos enganados pelos desejos maus.
E livra-nos daquele que carrega a morte dentro dos próprios olhos.
Amém.

E quando nenhuma prece, nenhuma oração diz o que eu queria dizer… Descubro que certas coisas não precisam ser ditas. E então, canto…

“Como eu não sei rezar… Só queria mostrar meu olhar, meu olhar, meu olhar…”
( Renato Teixeira )

EXPEDIENTE

* Como sempre acontece quando eu quero que ele funcione bem, meu contador me deixou na mão. Não é toda vez que funciona, deixando de marcar a maior parte das visitas e sumindo de vez em quando da barra aí do lado. Mas vamos deixar rolar, e continua valendo o trato – o visitante 25 000 deixa um comentário e me manda um email… E recebe em casa ou pessoalmente um presente surpresa. 🙂