DROPS DE GARAPA – RELOADED

A CIDADE DAS GAIVOTAS

Morava no vigésimo andar, bem no alto. Gostava da sensação de olhar para baixo pela janela e pensar que estava acima de quase tudo que via. Mas sempre tinha algum prédio mais alto. Sempre havia alguém que poderia pisar nele sem piedade. Nos últimos dias, a janela estava fechada. Sem luz, sem calor, sem claridade. Só ele e as paredes. Algum barulho no corredor, só pra garantir que havia gente viva por perto. Mas ninguém batia na porta. Deitado no sofá, ele pensa que São Paulo é uma cidade perfeita pra quem quer ser como ele – uma ilha de solidão cercada de gente por todos os lados.

Hoje é o meu dia de colaborar no Focando. Se quiser continuar a leitura, dá uma passada !

“Justo a mim me coube ser eu!”

“Foi a minha adorada Mafaldinha que me acordou para esse delicioso e assustador fato em uma de suas tirinhas. Justo a mim me coube ser eu. Com a minha vida, a minha existência, faço o que quiser. E, salvo certos casos de violência e opressão extremas, ninguém me demove da idéia de que são nossas escolhas ( ou a falta delas ) que nos fazem assim, do jeito que somos. Em situações normais, não existem vítimas. O que faz a diferença é termos consciência disso, ou não.”

Quer ler mais?

Passa lá no Mondo Redondo… Espero você ali, depois de um clique. 🙂

12 comentários sobre “DROPS DE GARAPA – RELOADED

  1. Por ser paulista, entendo bem este sentimento; solidão rodeada, estranho que ao caminharmos procuramos em feições algum sinal mesmo que pequeno de reconhecimento…

    Excelente crônica…

    Estou virando sua fã…

    Beijos de excelente semana.

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  2. Oi, Karina! Estava de férias tb e fazia tempo que não passava por aqui, para me esbaldar com seus textos maravilhosos… cada vez que leio você, fico me perguntando pq é que você ainda não jogou tudo pro alto e virou escritora…. colunista de jornal, cronista…. pô! que é que o Paulo Coelho tá fazendo na Academia Brasileira de Letras?????!!!! Eu tirava ele de lá agora se pudesse (huhahuhahuha)

    Beijim!

    Ivana

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  3. Sabe, acho que nunca te disse isso, minha flor, mas adoro esses nomes de drops que vc arranja. Esse de garapa estava ótimo. :))

    Aqui continua um frio horroroso, por isso estou mais sumido, tem dias que não dá pra sair de casa. Mas hj deu pra passar no seu blog e ler os dois textos… Especialmente a crônica me deixou contente e morrendo de saudades de Sampa, vc realmente é uma escritora.

    Um bjo amoroso pra vc. 🙂

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