DENÚNCIA


Recebi esta carta de uma professora, e achei por bem usar este espaço para fazer uma denúncia real e muito triste. Não posso revelar a identidade dela… Mas pra bom entendedor, palavras inteiras e pesadas como estas bastam.

Peço que repassem este escrito para onde acharem melhor, principalmente os cidadãos da cidade de São Paulo ( de preferência para os meios de imprensa ). A fonte é de credibilidade e as informações muito fiéis à realidade. Thanks, pessoas.

“Sou professora de Educação Infantil, e trabalho em uma escola municipal da cidade de São Paulo. Uma escola que fica bem longe, na periferia da cidade – lugar que os prefeitos nem se lembrariam de passar, não fosse a época de eleições. As crianças que atendemos lá são pobres. Alguns são miseráveis. Elas e suas famílias só agora estão começando a conhecer coisas como asfalto, transporte coletivo, água encanada. Lá ainda não há coleta de lixo regular – tudo bem diferente da minha própria realidade, que não é das melhores, mas é bem mais abastada que a deles.

Não sei se vocês sabem, mas há um dispositivo na lei do funcionalismo público ( ao meu ver, um dispositivo perverso e antidemocrático ) que me impede de falar publicamente contra a Prefeitura, sob pena de perder o meu emprego. Portanto, nem posso dizer o meu nome a vocês… Como eu gostaria de dizê-lo. E não posso porque estou escrevendo para fazer uma denúncia-desabafo, porque preciso dizer às pessoas o que anda acontecendo naquela escola.

A escola onde trabalho, até meados de dezembro de 2004, era uma das escolas de latinha, aquelas, que os políticos usaram à exaustão durante a última campanha eleitoral. Elas foram construídas pelo governo Pitta. Aliás, construídas é força de expressão. As escolas de latinha eram barracões com telhado e alguns banheiros. Apenas isso. Nem mesa e nem cadeiras tinham quando foram inauguradas.

Quando cheguei nessa escola que trabalho hoje, há uns 4 anos atrás, não achei que fosse de lata. Educadores que, como eu, gostam do que fazem, compraram a idéia de humanizar aquele espaço para receber as crianças. Pintaram as paredes, conseguiram mesas e cadeiras, fizeram o possível para tornar o lugar menos feio.
A comunidade amava aquela escola. Tiravam os sapatos sujos de barro em dia de chuva para entrar nela. Colaboravam, enobreciam aquele lugar. Faziam festas, usavam o espaço da escola para se reunirem e se organizarem como grupo. A escola foi o centro de muitas discussões e o meio para muitas conquistas do bairro. Eu achei tudo isso lindo. Apesar de feia e esquisita, aquela escola era sim, a escola dos meus sonhos, porque tinha a alma linda – e a alma de uma escola são as pessoas que lá vivem. Acreditei no projeto e resolvi ficar lá até hoje.

A latinha é quente. Muito quente. Em dias de chuva, faz um barulho infernal. O número absurdo de 35 crianças por sala parecia dobrar lá dentro. Quando chovia muito, a escola era inundada e as professoras tinham que sair das salas com lama até o joelho, com as crianças no colo, para fazer a saída. As melhoras eram feitas com muito esforço e colaboração da comunidade. E assim, conseguimos transformar aquela escola em um lugar bom para aprender e ensinar. Não era o ideal, mas era bom.

Pois bem: em meados de 2004 nos disseram que o Ministério Público tinha ordenado a substituição da escola de latinha pela escola de alvenaria. Ficamos contentes… Finalmente sairíamos daquela situação precária. Fizemos muitos planos… Talvez pudéssemos fazer salas de leitura e informática para as crianças. Quem sabe ampliar o parque, ou fazer uma brinquedoteca… Não passaríamos tão mal com o calor e o barulho. As professoras não teriam que acabar com suas cordas vocais e sua saúde trabalhando. A população finalmente teria direito à escola que merece. E o compromisso público da prefeitura com eles seria honrado. Honrado. Honra… Que palavra mais antiga. Nem sei se alguém ainda sabe o que ela significa. Talvez por isso eu esteja com os olhos cheios d´água agora. Fico com vontade de chorar de saudades de ver alguém que saiba o que significa ter honra.

Quando voltei das férias neste ano, já estávamos na escola que eles chamam de “escola modular”. Ela foi construída entre um barranco e uma valeta. As paredes são de um compensado que, segundo soube, é feito de pedaços de madeira unidos por uma gororoba que usam pra fazer ração de gado. O cheiro é horrível. Nem posso descrever. O chão é de cimento, e solta um pó absurdo, que resseca as nossas peles e provoca os tipos mais variados de alergia, em nós e principalmente nas crianças. As salas são ainda menores. O corredor pequeno.
Não tem pátio para fazer uma brincadeira de roda e nem pra pular corda, não tem pátio para fazer uma atividade com os pais. Não tem segurança. Não tem beleza.
Nada que pudesse ser agradável para as crianças. Mesmo assim, nos demos as mãos e nos comprometemos a fazer o nosso melhor para passar por isso rapidamente e sem dor. Afinal, nos disseram que passaríamos ali apenas os 90 dias necessários para construir a escola oficial. E nos disseram também que ela seria idêntica ao barracão de lata – apenas as paredes seriam substituídas por tijolos. Nossos planos de melhoria forma por água abaixo… Mas prosseguimos.

Depois que as crianças chegaram, sentimos na pele o peso do descaso do governo.
O descaso do governo fez com que as obras parassem. O atual diz que o anterior deixou dívidas. E o anterior diz que o atual não sabe administrar o dinheiro.
Pouco me importa quem é culpado, porque pra mim culpado são ambos. Mas o fato é que pararam as obras. Totalmente. E ficamos lá, enfiadas naquele barracão feito gado no curral. Os papéis nas mesas das coordenadorias de educação, os números dos estatísticos, as licitações na mesa do secretário, tudo isso pra eles é só um detalhe. Eles esquecem que aquela papelada, aquele monte de números é GENTE.
Gente que está sofrendo com o descaso deles. Gente…

Nos dias de calor, nesses dias em que faz 35, 36 graus, lá dentro foi comprovadamente constatado que faz mais de 40. As crianças passam mal. Minha pressão abaixa violentamente. Os ventiladores não dão conta. Algumas escolas como a nossa chegaram a ficar sem luz elétrica por uns dias. As paredes soltam farpas. O chão solta um pó que faz as crianças irem e voltarem do hospital constantemente. As professoras e funcionários estão adoecendo.

Não há cozinha. A merenda é arrumada em uma sala como as de aula. Todos os dias as crianças comem bolacha seca e um suco cheio de corantes, que até já provocou intoxicação. Não há mais almoço. Nem uma fruta. Um nada.

A instalação elétrica é precária e mal feita. A energia cai toda hora, e estamos constantemente sob o risco de um curto-circuito… Lembrem – numa escola de madeira.
Os tapumes que usaram pra fazer o muro já estão caindo. A umidade da chuva já apodreceu as paredes até a metade, que estão empenadas – piorando o cheiro e a proliferação de insetos como traças, cupins e mosquitos, que nos picam o dia todo. Encontro aranhas e marimbondos nas caixas de brinquedos das crianças dia sim e o outro também.

O esgoto também tem algum problema, porque o cheiro dos banheiros é horrível.
Uma aluna minha, uma menina de 5 anos, vomitou esses dias quando foi até lá. E eu nem pude socorrê-la porque também vomitei ao entrar no banheiro. Nos dias de chuva, sofremos com as goteiras e com os buracos no teto de amianto.

Em frente à escola tem um lixão e um matagal. Cortaram um pouco da grama, mas ela cresce e ninguém corta de novo. A diretora da escola faz o que pode. É uma lutadora. Mas está cansando. O mesmo acontece com as professoras, que choram de desespero porque não conseguem dar aulas com o mínimo de decência. Elas estão desistindo… E o grupo, que era tão unido, está estressado e entrando em desavença. Falo por mim. Tenho mordido os lábios de noite, acordo com a boca toda machucada. De nervoso. Talvez não seria assim se eu não me importasse, se tirasse licenças médicas e deixasse as crianças sem aula – já que a escola não conta com professoras substitutas. Mas eu me importo, e não consigo evitar.

Entendam, não se trata de reclamações vazias. Eu estou falando de uma escola…
Uma escola para crianças. Uma escola! Lá deveria ser um porto seguro pra elas.
Não devia ser assim. O tempo que essas crianças estão passando lá não volta mais, o que eles estão perdendo ninguém vai repor nunca. E no entanto, a escola de latinha foi derrubada e nada, nem um tijolo foi construído. Nem um sequer.

Claro que reclamamos. Os pais reclamam. E só escutamos promessas vazias.
“Estamos estudando as licitações.” “Em 120 dias faremos o que for preciso para tirar vocês de lá.” “A administração anterior é a culpada.” “São Paulo é uma cidade muito grande, não há como resolver os problemas tão rápido.” “Tenham paciência.” Mas não dá mais pra esperar.

Sabe, eu sou apaixonada pelo que faço, sempre fui. Encontrei o magistério bem cedo, e nunca mais parei. Sempre achei que esse era o meu caminho, o meu dom. Eu faço o meu trabalho com alegria, gosto da poesia que há na convivência diária com as crianças, gosto de aprender as coisas, acredito na mudança da sociedade através da educação. Esse é o único caminho. Era o que eu acreditava.

Certamente quem tem seus filhos em uma escola paga, ainda que seja pequena, nem sonha o pesadelo que estamos vivendo. Os executivos, donos de empreiteiras, o prefeito e o secretário de educação, certamente, não se lembram mais da professora que os ensinou a escrever o nome. Aquela população está tão acostumada a ter pouco que acha demais já terem conseguido uma vaga em um bairro que tem uma demanda 3 vezes maior que o número de vagas nas escolas. Para a imprensa, esta é apenas uma notícia. Para o governo, mais um problema. Acontece que os dias passam e não vemos um movimento para que as coisas melhorem. E o que devemos fazer? O quê? Chorar? Desistir? Construir a escola nova com nossas mãos?
O que podemos fazer?

Não se trata desta situação em si. Não é isso. Acontece que ela me mostra o que a educação significa para a maioria das pessoas. Uma meleca, um nada, uma insignificância, um depósito de crianças. Ninguém se importa. Essas crianças estão perdendo parte importante de sua educação. Vão sair defasadas em muitas coisas, elas, que já estão condenadas a viver na falta de oportunidade nessa sociedade capitalista nojenta, cheia de valores distorcidos. É injusto que elas passem por isso. Muito injusto.

O conhecimento é poder, é liberdade. Eu aprendi isso no magistério. Nossos alunos de lá sairão menos poderosos e menos livres. Os catedráticos em educação ficam lá, sentados em suas cadeiras confortáveis de professores beneméritos, vomitando teorias, dizendo como temos que trabalhar. Sou professora como eles, mas claro que eles se acham melhores do que nós. Eles dizem que as crianças têm direito ao conheciemento, ao espaço, à brincadeira. Mas eles nem sonham o que é trabalhar num lugar desses. Os políticos vão lá e dizem que vão nos ajudar, mas não fazem nada de concreto. E enquanto eu estou aqui escrevendo isso com o meu coração na mão, eu fico pensando que tudo que eu penso, tudo que eu acredito, tudo que investi é uma enorme besteira. Penso que isso tudo não tem jeito, não.
A poeira daquele chão está fechando minha garganta. Aquele calor está fazendo o meu ânimo cair. E quem é que vai nos dar voz? Quem é que vai lá ouvir aquelas crianças, aquela comunidade?

Amanhã, quando chegar a hora, eu vou ter que ir trabalhar. Encarar aquelas crianças e dizer, “isso é o máximo que conseguiram fazer por vocês. Perdoem esse mundo imbecil que os adultos construíram, que obriga vocês a passarem por isso.” Eu posso pedir perdão a eles, e tentar fazer meu trabalho, dar o máximo que eu puder. Eu posso… E tentarei. Até que chegue um dia em que eu canse tanto que ache que não vai mais valer a pena. Se esse dia chegar, um pedaço bom de mim vai ter morrido. E tenho certeza que um pedaço bom da vida dos meus alunos morre todos os dias naquele lugar… Sem nem chegar a florescer.

Pela primeira vez na vida, tenho pena de mim mesma. Muita pena.

Obrigada pela atenção… Que ela vá além dessa leitura.

Professora.”

34 comentários sobre “DENÚNCIA

  1. Oi Karina! Em primeiro lugar acho bárbaro que vc utilize esse espaço para denunciar os desmandos da administração pública! Pode até ser que não o problema, mas as pessoas têm o direito de saber o q está acontecendo! Parabéns pela iniciativa! Ah, obrigada pela visita ao Love & Rockets! Volte sempre q quiser e saiba q será muito bem-vinda lá! Prazer em conhecer vc tb!!!

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  2. Oi Ka… que abusurdo!! Nem li totalmente essa denúncia de tão indignado que fiquei. PÔxa, a educação – o pilar básico para toda e qualquer sociedade – há anos vêm sendo tratada de qualquer maneira aqui no país. Me comovi ao ver que pelo menos alguns professores como essa do post se importam em passar pra gente uma realidade tão nua e tão amarga… pois muitas vezes professores tb são co-autores dessa tragédia. Um beijo grandão do teu amigo baiano e votos de um ótimo feriado!! Cheiro.

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  3. É um absurdo!! E mais absurdo é não podermos fazer nada, não podemos?? Temos mesmo que deixar tudo na mão dos governantes, prefeitos, etc… Não entendo, tudo bem… todo mundo diz: A única maneira de evitar isso é não votando em tais e tais, mas parece que ninguém presta. Eu não imaginava que pudesse acontecer isso em escola alguma, muito ingênua q sou!! E aí, alguma idéia para mudarmos essa situação? Quero ajudar!!!

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  4. Em alguns países do Oriente, até grandes governantes se curvam perante um professor.

    Nessa porcaria de governo que temos (e não estou falando apenas do atual), o professor é tratado como lixo.

    O povo é tratado como lixo. E o futuro, no caso, as crianças, são tratadas como lixo.

    Triste, humilhante e revoltante.

    Essa merda (sim, pq esse país tá uma merda) precisa de uma revolução. Precisamos de um Robin Hood, um Che Guevara, um William Wallace… mas, será que existe gente assim nesse país?

    O que eu não entendo é pq engolimos tudo isso, pq não lutamos pelos nossos direitos. Temos medo do quê?

    beijos, querida

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  5. Karina a tempos leio seu blog… adorei a iniciativa de publicar isso aqui.

    Eu vim de escola de periferia muitos problemas aconteciam lá tbm … mas nada perto disso que li.

    É um descaso total…

    Se tiver algo que eu possa fazer estou a disposição … me passe um e-mail se preciso.

    Talvez fosse o caso repassar essa carta ao rádio, tv…

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  6. Pois é, como você disse a adminstração nova diz que a culpa é da anterior e a anterior diz que a nova não sabe administrar e quem paga o pato? Como sempre aqueles que lhes pagam os salários, que lhes proporcionam luxos, carros nas portas e salas acarpetadas enquanto vêm seus filhos em “escolas modulares”!!!

    Revoltante.

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  7. Karina, estou muito emocionada com este depoimento. Sou professora do município de são luis ma e passo por dificuldades, mas não como as que essa porfessora tem passado. é revoltante saber que coisas assim acontecem e que o governo simplesmente vira as costas. sinto-me muitas vezes humilhada por ter a profissão de professora pq dificilmente somos tratados com respeito pelo governo, pela sociedade… é um pena, mas por causa de histórias como essas, tenho caminhado pra outra direção que não é mais educação. estou fazendo odontologia e sinceramente eu preferia que minha profissão de educadora fosse mais valorizada do que ter mudar de profissão. parabéns por fazer do seu espaço um espaço de luta pela educação. ainda não desisti completamente de ser professora, penso que serei uma adontóloga-professora ou vice-versa. abraço!

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  8. Karina…

    Li esse depoimento pela segunda vez, me entristece, me causa indignação… Vou repassar a mais amigos e amigas, no momento é o que posso fazer…

    Um grande beijo e saiba que achei excelente a iniciativa de publica aqui essa carta, ok ?

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  9. Nossa, Karina, que depoimento forte e triste.

    Porém real! Quem vive em São Paulo sabe que é assim mesmo! E vc sabe que algumas dessas escolas de lata serviram (ou servem) de moradia para pessoas que tiveram seus barracos derrubados por conta das enchentes, ou como moradias provisórias (que duram até agora) por estarem em terrrenos alheios?

    Isso acontece não só com crianças e professores.

    Minha filha, psicóloga, trabalha com sem-tetos. Em uma Assossiação. Em baixo de um viaduto. Pegaram o Viaduto, colocaram paredes de madeira em volta dele e alí exercem um trabalho de alma. De alma porque o local é longe de ser o mais apropriado!

    É triste. E nós ainda queremos que nosso país não seja chamado de subdesenvolvido!

    É triste, mas somos!

    Bjs

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  10. Estou indignado com tudo que li, e tomei a iniciativa de enviar todo o texto, inclusive mencionando o site, para o Jornal Hoje! Espero que Deus coloque esta denúncia diante de alguém que se sensibilize e façam uma reportagem e encontre uma solução para essas pessoas que estão sofrendo toda essa injustiça por causa desses políticos bandidos!

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  11. Karina, acho que comentei esse texto no Focando, mas nunca é demais explicitar a ira que isso desperta na gente. Pena que as pessoas votem tão mal e elejam autoridades que não merecem mais que uma boa cela para refletir um pouco em seus atos e omissões. Estou indicando você para participar de uma corrente sobre livros e leituras, espero que não se incomode. Achei legal (não suporto correntes dessas que chegam todo dia pelo e-mail), porque é informativa e não incomoda. Se você não quiser participar, não é obrigada. As perguntas estão lá no Manoel Carlos

    http://www.agrestino.blogger.com.br/index.html

    Beijo.

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  12. Karina, é com imensa satisfação que descobri seu blog. Este depoimento é uma verdadeira “fotografia” em preto & branco do que representa a educação neste falido país que ainda amamos. É comovente, é possível sentir em cada palavra desta heroína a realidade pura, crua e sem solução. Pelo menos da parte de quem compete. Os mais fracos sempre carregam o piano e fazem o seu ofício. Os poderosos viajam! Vão pedir perdão aos africanos, sem se ater que a pior escravidão é promover a ignorância, é tornar as “nossas” crianças projetos de seres humanos”. Karina, eu me sensibilizei. Muito. Estou encaminhando cópia deste depoimento para uma pessoa das minhas relações que tem trânsito possível até ao Ministro da Educação. Vamos ver o que é possível fazer. Um forte abraço.

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  13. Karina, foi com imensa satisfacao que descobri seu blog. Este depoimento eh uma verdadeira fotografia em preto e branco do que representa a educacao neste falido pais que ainda amamos. Eh comovente, Eh possi­vel sentir em cada palavra desta heroi­na a realidade pura, crua e sem solucao. Pelo menos da parte de quem compete. Os mais fracos sempre carregam o piano e fazem o seu ofi­cio. Os poderosos viajam! Vao pedir perdao aos africanos, sem se ater que a pior escravidao eh promover a ignorancia, eh tornar as nossas criancas projetos de seres humanos. Karina, eu me sensibilizei. Muito. Estou encaminhando copia deste depoimento para uma pessoa das minhas relacoes que tem transito possivel ateh ao Ministro da Educacao. Vamos ver o que serah possivel fazer. Um forte abraco. Desculpe a forma como escrevi, mas não consegui acertar os acentos aqui. Porisso estou repostando.

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  14. Karina, a carta já foi encaminhada para a pessoa que mencionei. Pedi urgencia, estamos pensando em tornar o problema disponível a um envolvimento maior de pessoas. Pra mim ja valeu a grande receptividade que tive ao encaminhar isto. Estarei atento e lhe darei noticias a respeito.

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  15. Adorei ler o comentário do Ery. Espero que seja esse o caminho que eu perguntava…

    Eu te acorrentei no Bailar II sem autorização porque não consegui falar diretamente. Espero que aceite meu argumento: acredito na qualidade das boas dicas de leitura que você pode dar. E já vi que abaixo estão algumas.

    Beijo enorme.

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  16. Gostaria de poder ter uma solucao..gostaria mesmo …um dia me falaram q uma pessoa so nao muda muita coisa, pena q tenha pessoas q pensem assim, por isso q as coisas estao como estao, ninguem tem fe nem nele mesmo,bjs e se cuida

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  17. esta é mais uma denúncia deste absurdo estado em que se encontra a educação, educadores e alunos neste país de estado democrático, mas de privilégios imensos. Sobra indignação ao vermos políticos envolvidos em falcatruas e nepotismos quando deveriam estar preocupados na busca de país mais digno, Karina. beijo

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  18. Karina, eu preciso urgente saber se vc pode pelo menos me informar – pode ser por e-mail – o nome da escola. Vamos preservar a identidade da nossa carissima professora pelas razoes jah expostas, tudo bem. O interesse em levar este caso adiante aumentou hoje com um retorno que tive do pessoal a quem estou pedindo socorro. Faca contato, por favor.

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  19. Primeiro a prefeita anterior e o prefeito atual, mas também o Ministério Público, pois se mandou substituir a escola deveria ao menos inspecionar, ou só agem quando aparece na televisão?

    E o Governo Federal que, ao invés de financiar a ociosidade de escolas particulares, com bolsas de estudos distribuídas segundo critérios obscuros, deveria construir escolas federais, de horário integral, como os brizolões.

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  20. Ká… me emocionei…realmente é isso q estamos passando… tomarei a liberdade de encaminhar a tds q conheço…vc conseguiu trasncrever oq estamos passando…como sobrevivemos…

    Estou cada vez mais cansada…mas desistir…naum dá naum podemos!!!! Força Ká!!! “Juntos somos mais”…e nossas crianças, nosso país precisa de gente q nem a gente q ainda fica indignados frente a td q vemos… pois qdo nem isso fizermos…naum serviremos p/ mais nd…

    b-jocas…estou com saudades…

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  21. Caramba Kari, eu fiquei mal depois de ler essa carta! Sabe, parei pra pensar, os MEUS colegas, de escola particular, filhinhos-de-papai, que tem tudo que querem vivem reclamando de TUDO da escola, desde as carteiras (que até acolchoamento tem!) até o ar-condicionado que as vezes quebra… E essa pobre professora aí, com uma bomba nas mãos, desesperada atrás de soluções, e as crianças dessa escola Meu Deus? Se a gente for ver, é isso que está matando o futuro do nosso pais! Se a maior parte da população recebe educação escolar dessa forma desumana, nós queremos que o futuro seja como? Olha, acho que eu nem sei viu? Ou damos um jeito nisso ou acho que o que vem por aí será muito feio…

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  22. ESSE DEPOIMENTO É UMA BOSTA. É TÃO ARRAIGADO AO SENSACIONALISMO QUE ESQUECE DE FALAR ONDE FICA A ESCOLA! A LINGUAGEM É EXAGERADA, E, AO QUE TUDO INDICA, MENTIROSA. PROFESSORA NADA! SE FOSSE PROFESSORA DE QUALIDADE ESTARIA DANDO AULA NA USP, NA UNICAMP, ETC…

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  23. Será que se enviarmos isso commo proposta de matéria para o Jornal Nacional, ajudaria em algo? Tanto esse, quanto os locais de SP. Não podemos deixar assim… Que vergonha…

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