O QUE OS AMIGOS FAZEM JUNTOS

Juntos, amigos fazem coisas impressionantes. Conversam, constróem coisas, compõem, criam, recriam, destróem, ganham, recuperam, encantam.


Snoopy e Woodstock, criações do cartunista Charles Schulz, compreendiam perfeitamente um ao outro

Amigos substituem padres, psicólogos, médicos, pais, irmãos, chefes, professores, guias, filósofos.


Roberto Carlos e Erasmo Carlos coompuseram juntos mais de 250 canções

Com amigos, podemos beber, conversar, chorar, brigar, pensar, comemorar, dividir, comer, planejar, avaliar, sair, distrair, refletir.


Shrek manda, o Burro finge que obedece e assim os dois salvam e acompanham um ao outro

Os amigos, só por serem amigos, nos inspiram, nos alimentam, nos estimulam, nos apóiam, nos aconselham, nos abrem os olhos, nos orientam, nos atrapalham, nos ajudam.


Caetano e Gil se conheceram nos anos 60 na Bahia, e juntos reinventaram a música brasileira

Amigos juntos criam coisas incríveis como a música, a arte, o trabalho, o ideal. Eles criam pontes, partidos políticos, sistemas para computadores, grupos de rock, ONGs, imagens, sons, cheiros, idéias que mudam o mundo.


Kevin Arnold e Paul Pfeiffer, personagem da série Anos Incríveis, passaram juntos pelas angústias e delícias da adolescência

Nem tudo é bom na amizade. A amizade tem cobrança, tem ciúme, tem desgaste, tem resguardos, tem mágoas, tem dificuldades, tem desentendimentos, tem abandonos.


Timão e Pumba partilharam insetos alimentícios, aventuras e a mesma filosofia de vida

Amigos, às vezes, podem nos consumir. Isso porque uma amizade costuma exigir muito de nós. Um amigo, além de uma benção, é uma responsabilidade. E se não aprendermos a viver essa entrega, a amizade pode ir embora assim como veio.


Alberto Granado viu nascer em Che Guevara o embrião revolucionário quando ambos viajaram, juntos e felizes, pela América Latina em uma motocicleta velha e envenenada

Já faz um tempo, lancei aqui a pergunta: será que a amizade acaba? Será que existe ex-amigo?


Garfield maltrata Oddie, Oddie irrita Garfield, mas eles se amam

Hoje, dia do amigo, me permito dizer que não… A amizade não acaba.


Didi, Dedé, Mussum e Zacarias fizeram muita gente rir durante 17 anos. Hoje, Didi e Dedé não se falam mais

Ela se transforma. Se transforma porque nós nos transformamos. A amizade amadurece, e fica melhor. E tudo isso porque a base da amizade é o amor. O amor… Aquele que é puro, sem rancor, consciente, justo… Paciente.


Ross, Rachel, Monica, Chandler, Joey e Phoebe amadureceram e envelheceram juntos durante 10 temporadas

Os amigos vão e vêm. Às vezes voltam… Às vezes não. Mas sempre, sempre ficam.


Nada melhor que ter uma boa, animada e briguenta turma quando se é criança

Por um amigo, a gente pode faz coisas que nunca imaginou. São amigos que salvam os outros amigos. Salvam de um perigo, da morte, da amargura, da mentira, da tristeza, da dor.


Muita música, poesia, cachaça e admiração mútua na amizade de Toquinho e Vinícius de Moraes

É na amizade que a vida se renova. Ela não acaba… Porque ela é uma das coisas mais importantes da vida.


Entre fenômenos paranormais, lanternas, paixão e sobretudos chiquérrimos, Fox Mulder e Dana Scully salvaram o mundo e levaram a amizade às ùltimas consequências investigando os Arquivos-X

E para os amigos que vão e que vem, para aqueles que não me deixaram e para os que sumiram, para aqueles que vão ler e para os que não vão… Eu desejo, de coração…


Homens e seus meandros dissecados com precisão cirúrgica pelas belas e fatais companheiras de Sex and the City

Feliz dia do amigo! 🙂


Do início meteórico até a inevitável separação, as personalidades intempestivas, conflitantes e geniais de John, Ringo, Paul e George mudaram a história do rock com canções incríveis

PS:. Falando em amigos… Alguns deles estão devidamente listados no Blogroll aí do lado. Cliquem e conheçam… Não vão se arrepender. 🙂

CIRANDA DO A

ANIVERSÁRIO

Dia desses fiz 31 aninhos. Não fiz nenhuma festa, embora tenha participado de comemorações espontâneas, presente dos meus queridos que me amam e estão trabalhando duro pra eu entender que estou em idade mais que boa pra fazer milhares de coisas legais, pra sonhar coisas diferentes.
Mas o fato é que, no dia do meu aniversário, eu pensei que, aos 30 anos, eu descobri uma coisa maravilhosa. A vida pode ser extraordinariamente, especialmente, maravilhosamente, incrivelmente simples. Simples, simples, simples assim, simples de tudo. A simplicidade não é sinônimo de desleixo, nem de desesperança, nem de covardia, nem de conformidade. A simplicidade consiste em simplesmente escolher aquilo que a gente pode escolher pra ficar bem e feliz – nem mais, nem menos – e não sofrer com o que poderia ter sido, com o que não escolheu, com o que deixou pra trás. Deu certo, ótimo, vamos comemorar. Não deu, vamos de novo, depois de tomar um belo sorvete de morango com calda de chocolate quente pra recuperar as energias. Entre dois caminhos, sempre escolha aquele que parece mais simples. Entre um tecido com milhares de estampas complicadas e um liso, fique com o liso. Fique com o natural, com o normal, com o fácil. Simples assim. Foi dolorido, mas eu aprendi! E, com certeza, perceber isso foi o meu melhor presente de aniversário.

ATADURAS

Ando muito atrapalhada – quebrando copos, tropeçando, caindo da cama, e até consegui uma considerável queimadura de segundo grau na barriga – tudo porque estou destraída, estabanada, atrapalhada. Me sinto assim, como uma aranha que trocou de pele e ainda precisa se adaptar bem com a nova casca. Era pra ser terrível, mas até que eu estou me divertindo. Simples.

ADEUS

A reforma aqui em casa está acabando, já está quase tudo de volta no lugar. Finalmente consegui arrumar minhas coisas, e aproveitando o cheiro de coisa nova que rola no ar, eu disse adeus pra muitos papéis e coisas que não queria mais ocupando espaço nos meus armários e no meu coração. Mas… O que a gente faz com tanta coisa nova, até que elas fiquem velhas? Foi no show do Paulinho Moska, no último sábado, que eu entendi:

“Vamos celebrar
Nossa própria maneira de ser
Essa luz que acabou de nascer
Quando aquela de trás apagou

E vamos terminar
Inventando uma nova canção
Nem que seja uma outra versão
Pra tentar entender que acabou

Mas é tudo novo de novo
Vamos nos jogar onde já caímos
Tudo novo de novo
Vamos mergulhar do alto onde subimos…”

Mais do que novidades, o assunto deste poema são os ciclos. Sim, os ciclos! Sei que já escrevi sobre eles antes, mas até isso é cíclico… Porque é assim que funciona. Eu me sinto nova de novo, mas de um jeito bem conhecido. Acho que estou recuperando coisas que perdi, mandando embora outras que achei que eram minhas, e recebendo outras que eu nem sabia que existiam. Vida-morte-vida. Voltei a ler velhos livros, a ouvir velhas canções. Comprei os boxes de Arquivo-X, voltei a comer pipoca doce, baixei um disco inteiro da Madonna, li de novo o “Como Água para Chocolate”, voltei a ir à igreja todo domingo, voltei a estudar Psicologia, e voltei a falar com amigos que eu tinha esquecido como eram legais. As paixões, são novas, ainda bem. Mas os amores… Esses são antigos. E é tão bom quando o ciclo termina… E é tão bom quando o ciclo começa… Tão bom.

AMIGOS

Por aí, as pessoas dizem muitas babaquices sobre amizade, inclusive o papo de que ela, pra ser verdadeira, tem que durar pra sempre, e que é na adversidade que se conhece os verdadeiros amigos.
Na verdade, amigos são pessoas. Pessoas comuns, como nós. Pessoas, apenas pessoas. E não é preciso mais que isso pra fazer uma boa amizade ou uma boa vida do lado de alguém.
Sou uma pessoa, tenho muitos defeitos. E um deles é o de gostar demais da minha concha quando estou pensando, refletindo, mudando. Passo por fases de terríveis silêncios, de cara amarrada, de distração quase que completa. E tem sido assim nos últimos tempos.
Mas sou uma pessoa que tem amigos. E o mais legal é saber que as pessoas que escolhi para serem amigas ( ou que me escolheram, sei lá quem escolheu quem ), não desistem de mim. Elas não desistem! Mesmo quando eu sumo, quando eu não quero atender o telefone, quando eu não quero dividir, quando eu não quero sair, quando eu quero isolamento, quando eu sou chata e esquisita, essas pessoas estão lá. Elas não desistem, elas aparecem, elas telefonam, elas me irritam,tocam a campainha, lotam minha caixa de e-mails, me abraçam, me beijam, me amam, me esperam, tentam de novo e de novo.
Então, eu vou ser mais uma a dizer uma tremenda babaquice sobre amizade, mas que tem feito muito sentido pra mim: amigo é aquele que não desiste da gente, mesmo quando a gente desiste de tudo. Obrigada a quem não desistiu de mim. 🙂

ALUNOS

Quem trabalha com educação sabe como é irritante ser professora. A todo o tempo tem alguém, algum catedrático chato e prepotente, querendo dizer o que você tem que fazer pra ser uma boa professora.
Eu passei tempo demais ouvindo e estudando essa gente. Alguns poucos falaram coisas interessantes. Outros muitos falaram insanidades que todos fingem acreditar. E, enquanto eu estava preocupada com o que esse povo tem pra dizer, eu acho que tinha esquecido de ouvir os maiores interessados – meus alunos.
Sim, meus alunos! Eles me dizem tantas coisas importantes e lindas todos os dias. Parei pra ler posts antigos e vi o quanto eu era apaixonada por eles e por tudo que eles faziam.
Pois então, deixei os livros pra lá e voltei a ouvir as crianças, e, BUM! me apaixonei de novo por eles. Lindos, fofinhos e cheios de sabedoria, tenho me divertido muito sendo professora. Tanto que, mesmo sabendo que é uma delícia ficar de férias, estou com uma saudade danada deles…

ARTE

Não sei se já contei que virei artista. Não que eu faça alguma coisa que preste, nem estou preocupada com isso. Mas virei artista no sentido produtivo e criativo da palavra. Além do meu curso de Arteterapia e de pintura, as minhas vivências pessoais com Arte me levaram a ver que o mais importante não é expor a arte, e sim criá-la. É isso que faz o artista sentir-se tão pertinho de Deus e da felicidade perfeita.
Pois bem, nisso tudo, eu descobri o laranja. O laranja que é a cor do meu quarto, da minha casa, dos meus cadernos, dos desenhos e pinturas que eu faço. O laranja é lindo! Perfeita união da luz intensa do amarelo com a paixão intensa do vermelho – um guiando e equilibrando o outro.

ASSUMIR

Fui procurar uns psicólogos por aí, porque disseram que pessoas estressadas e macambúzias como eu andava precisavam fazer terapia. Pois bem, eu pensei, acho que é hora de voltar. E fui.
Procurei três. Três linhas diferentes, três cabeças, três bons profissionais. E os três me disseram basicamente a mesma coisa.
Muita gente precisa de terapia pra ter um apoio, alguém pra conversar. Outros precisam porque são dominados pelo acaso e pelo seu inconsciente. Outros precisam porque não são capazes de agir, apenas reagem a tudo e a todos. E outros precisam porque não conhecem o mínimo do mínimo sobre si mesmos. No meu caso, eu não preciso de terapia. Eu preciso simplesmente assumir. Assumir quem eu sou, o que eu gosto, assumir meus momentos, minhas escolhas.
Nenhum deles quis me atender. Na hora, fiquei triste. Depois, fiquei feliz. E o melhor foi que assumi a minha felicidade.

ALIANÇA

Falando em assumir, já fazem quase três anos que namoro uma pessoa muito, muito bacana. Enfim, um cara legal, calmo, que me respeita, que é divertido. Alguém com quem converso horas e horas sem perceber, que me abraça, que olha pra mim com tanta ternura que parece que nutre, que hidrata meu coração, como uma pele ressecada que recebe um creme cremoso e cheiroso. Alguém honesto, inteligentíssimo e verdadeiro.
Claro, ele tem seus defeitos. Não são poucos, não são muitos. Mas nenhum desses defeitos poderia fazer com que eu deixasse de gostar dele, de querê-lo como meu companheiro, meu amante, meu amigo.
Acima de tudo, esse moço que eu namoro tem um enorme potencial de mudança. Ao contrário da maioria das pessoas, ele ouve, pensa e muda. E com isso, me inspira a falar, ouvir, pensar e mudar também. Eu gosto da namorada que eu sou quando estou com ele. E gosto do namorado que ele é.
É por tudo isso que o namoro tem ficado difícil, às vezes insuportável, até. Ficou difícil porque alguém tão bacana merece que eu troque a minha segura vidinha de filhinha da mamãe por uma vida de desafios a dois. Meus dedos, inchadinhos de tanto carinho, precisam de um novo anel. Um bem redondo, bem bonito, que simbolize tudo que ele é, que eu sou, e que podemos ser junto. O círculo, símbolo do infinito, do ciclo, da completude.
Acho que eu nunca pensei que ia me casar de verdade. Eu tinha vontade, mas não tinha pensado ainda a sério nisso. E a sensação que vem dá medo, mas é boa… Redondinha, redondinha. Algo assim, que é gerado e que produz mais de uma outra coisa que também começa com A…

AMOR. 🙂